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A gente faz as pazes na cama

Me perdoe se eu troquei seu nome, se eu não te abracei, ou se não dividi o meu lençol.  Esqueci de te dar meu carinho e essa falta de amor te levou...
Camas esquecidas, noites mal dormidas, olhe em volta deste quarto, olhe para mim, e veja o estrago que faz a sua ausência.  Sei que minhas respostas não servem pra ti, por isso suas perguntas continuam sem “porquês”.
Nossa cama ainda está desarrumada esperando o seu perdão, apenas brotavam-me dos olhos as lágrimas que pensara já esgotadas. Volta! Tentaremos salvar as carícias que abandonamos junto com as roupas suadas de prazer.  Quero aquele riso seduzido em troca dos meus beijos que se afogam em sua boca, quero um pouco mais do seu prazer, quero te largar entre minhas pernas, quero te querer.
Vamos viver a convivência de dois corpos que se conhecem e desconhecem-se, esqueça o peso do meu corpo e dos meus erros, quando o meu peito encostar-se aos seus.
Ainda existe alguma coisa que o seu rosto não chama, que o meu corpo deseja e que eu posso te dar.
Vamos tirar as fantasias para amar, vamos jogar fora a última gota de desilusão que você não bebeu, vamos entrar na escuridão dos quatro cantos, desarrumar as nossas roupas e arrumar nossas vidas. Deixar que a razão corrija nossos erros, e que a saudade fale mais alto e deixe que a gente faça as pazes na cama.

Sérgio Corrêa
Enviado por Sérgio Corrêa em 03/01/2006
Código do texto: T93881
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Sobre o autor
Sérgio Corrêa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
68 textos (1745 leituras)
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Sérgio Corrêa