Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Nostalgia de um poeta

De repente, minhas palavras não têm mais sons, todos os amigos cresceram, todos os amores dispersaram, e aquela que me deu carinho se foi.
De repente, a minha luta acabou com derrota, as minhas linhas, agora são tortas, o meu lado criança aos poucos se vai e talvez não volte nunca mais.
De repente, o meu lado carinho se tornou egoísta, o meu lado desprezo se soltou da prisão, aquele beijo no rosto virou traição, e o meu lado perdão foi totalmente sufocado.
De repente, aquela alegria que guardei pra você, se consumiu dentro de mim, aquela música que sempre me tocava se transformou num hino em louvor à desilusão, e as boas coisas que você falava me atingiram como uma bomba na praça da paz.
De repente, todo mundo não me ouve, outras também não me falam, você não volta mais, e o meu grito não sai da garganta.
De repente, a noite me devora meus sonhos já não são mais os mesmos, os poemas não falam de amor, e eu não consigo esquecer as pessoas.
De repente, os lugares se tornam saudosos, as pessoas te trazem lembranças, as ruas não saem da memória, e as paredes do quarto te apertam no canto.
De repente, o escuro te incomoda, a cama vazia te irrita, o desespero te engole, e você sofre com isso.
De repente, tudo acabou como começou, do mesmo jeito que recomeçou, como no primeiro dia, começou do nada...
Sérgio Corrêa
Enviado por Sérgio Corrêa em 03/01/2006
Código do texto: T93885
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Sérgio Corrêa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
68 textos (1745 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 17:47)
Sérgio Corrêa