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O Recanto dos outros

Rosas parecem difíceis de cultivar, mas basta um coração mediano para fazê-las viçosas.
A entrega não é posterior ao amor, acontece junto.
O amor quando acontece é força bruta, dilacera, acaricia e assusta.
Gostar não depende, a gente gosta e se rende.
Adoro pensar que em qualquer momento despenco
Nas extremidades da esfera, isenta de lugar, de data e de juizo.
O Prazer de mãos dadas com a Culpa.
Estarei ajoelhada à teus pés inteiramente submissa.
Meu grande orgasmo é tragar!
Quando me sinto mal amada e esquecida, me lembro porque o traio.
Amar um blefe é tomar Tylenol vencido, piora a enxaqueca.
Saudades de ti eu tento deter, mas elas marcam tentos.
A mente mente, o coração desmente.
Uma saudade boa? Quando é assim vale a pena, mesmo que doa um pouco.
Saudade tem permissão pra ser sentida em qualquer ocasião.
Se voce não conseguir perdoar...esqueça ao menos.
E do adeus anunciada, a hora parece estar chegando,
Enfim parando o futuro.
Gata gaita, mulher de garra!
Ter-te assim...é ter um refrão até ao coração!
Sou guerreira, sou ousada
Atrevo-me a poetar dedicando com afinco
A que de mim cobra nada.
Meio século! Não mais crespúculo.
O Natal está aí e o peru não quer nada com nada.
Então porque sofrer em face do irremediável?
No meu rio cara-pálida não atracava nem barquinho de papel!
Se adoecer de morte, doe esse ser.
Peno, logo desisto.
Não é interessante entrar em sintonia com o ofensor.
De algum modo parece bizonho e oportuno ao meu sonho voltar,
Saindo da morte, chegando a vida, só de encontros,
Sem despedidas.
Vaidosa de seu raro momento a lua envolve lascivamente o sol
Tão ternamente penetrada estava que esqueceu de si.
Pouca gente percebe que no meio de labirintos,
O egocentrismo se perde.
Que Jung me perdoe,
Mas pode-se esperar tudo de coletivos inconscientes.
Toda existencia é uma metafóra, mais linda quando em versos.
As ondas trazem a mesmice no vai e vem do ritmo malfadado,
Como crer na premissa divina se as verdades são mancas?
Hipocrisias que nos aplaudem pela vida inteira.
Rosas eram as lentes que botávamos
Para não vermos a escuridão embaixo de nossos narizes.
O mundo não acabará com as trocas de lugares.
Covarde ao contrário é Coragem.
O C está tramando, meu bem!
Sinto-me um derrotado dentro da maioria
Que trocou o medo pela esperança.
Um dia cansei de escrever para as gavetas,
Feras racionais, nos carteseamos através das letras.
Sou simples de inteligencia
Quanto complexo na minha emoção.
Malas prontas em minha sala de estar sózinho,
Taxi fiado à porta. Vizinhas aos prantos.
Raferty
Enviado por Raferty em 12/01/2006
Reeditado em 24/01/2006
Código do texto: T98090
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Sobre o autor
Raferty
Santos - São Paulo - Brasil, 58 anos
76 textos (12893 leituras)
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Raferty