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Eu

 A luta desesperada pela atenção compassadamente se processa: o filho choroso, dengoso; a namorada raivosa, dengosa; o eu - lírico persistente, dengoso. Mas, como pode ser percebido, todos eles têm um ponto em comum: o dengo.
Aparentemente, coisa de criança. Coisa de pessoas imaturas. Digo, pessoas adjetivadas diferentemente. Todos esperneando incansavelmente por dentro; ruidosamente por dentro.
Chamava-se: Natan. Também era assim, desse jeito. Depois de tanto dengo, personificou tudo que tinha direito; até que um dia personificou o objeto errado. E aí, pegou a gilete, cortou os pulsos e eufemisticamente ( na concepção dele) foi pro inferno.
existencialista
Enviado por existencialista em 13/01/2006
Reeditado em 04/01/2015
Código do texto: T98125
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
existencialista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
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