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DESAPEGO E IMPERMANÊNCIA

         


Precisamos de atingir a serenidade que vem da percepção do desapego, do deixar passar as emoções, as sensações, e consciencializar a realidade da “realidade”.

Precisamos de saber lidar com o sentimento da impermanência – consciencializarmo-nos de que a vida é feita de conquistas e de perdas – muitas perdas...
Para podermos, assim, valorizar e sentir o sabor daquilo que temos, e enquanto temos, porque tudo é precário...

Precisamos de aprender a nos tornarmos menos arrogantes, a ampliarmos a nossa receptividade e, simultaneamente, a flexibilizar a nossa mente e o nosso coração, porque, se reconhecemos que não se desiste fácil e rapidamente dum sonho, certo é que, se estivermos bem conscientes da imponderabilidade a que estamos sujeitos e condicionados, a frustração será menor e a dor mais suportável...

E quanto mais treinarmos essa postura, mais simples se nos tornará alcançar a meta imprescindível ao nosso crescimento enquanto ser humano.

Somos seres pensantes e actuantes.

Logo, desenvolver o nosso autoconhecimento será o primeiro e primordial passo para chegarmos ao encontro da verdadeira evolução espiritual.

Passo a passo, degrau a degrau, iremos ficando sempre mais perto daquela meta.

E enquanto fazemos esse percurso, já estaremos crescendo e, sem nos apercebermos disso, a nossa “realidade” começa ganhando novos contornos, vai-se espiritualizando, e assim, reconheceremos em nós uma nova forma de ser e de estar – mais harmoniosa, mais condescendente, mais liberal e fortalecida... e muito mais humana.

Precisamos de continuar buscando, sem cansaço e sem a noção de malogro,o sentido da existência para redesenharmos, assim, o nosso trajecto e o seu propósito.

Afinal, cada um de nós é o resultado de cada uma das suas próprias aquisições e dos meios utilizados para isso.


O AMOR, neste caso considerado apenas no seu âmbito espiritual e no que ele contem de transcendental, poderia e deveria ser o primeiro e mais importante reforço para nos conduzir e incentivar.

Só que, sendo poucos os corações capacitados para acalentar e fomentar esse precioso e transcendente dom – porque o Amor é um dom, a desumanização tende a expandir-se e o ser humano a menosprezar-se, tripudiando e ignorando a sua porção divina.

O ser, dito humano, tal como se vem mostrando, acostumou-se a aviltar o Amor e exulta com esse aviltamento.

Deleita-se na imundície, exalta a vileza, humilha a dignidade e utiliza a excelsa, a sublime palavra Amor para se referir a toda essa incongruência.

Mas não será por isso, que todos iremos engrossar essas fileiras de degradação e iniquidade.

Há que lutar pela nossa indispensável nobreza de carácter.

Se começarmos repartindo e dividindo com os outros, as nossas respectivas porções de Amor, resultará numa multiplicação benéfica e muito proveitosa
para quem reparte e para quem absorve...

Se investirmos com coragem e entusiasmo na busca do autoconhecimento, conservando e incrementando a porção divina que em todos nós existe e, ao seu abrigo, endeusarmos o Amor em todas as suas vertentes, teremos dado mais um proveitoso passo a favor da nossa própria humanidade.

Efectivamente, se nascemos humanos, em nome de quem ou de quê usaremos a dádiva da vida para nos desumanizarmos?

Sublimemos, sim, o AMOR. Deifiquemo-lo, até!
Ele é parte integrante da nossa essência!



















HELENA BANDEIRA
Enviado por HELENA BANDEIRA em 18/03/2006
Código do texto: T125058
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Sobre a autora
HELENA BANDEIRA
Portugal
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