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Amor e Ódio Diferente de Alienação.

Amor e ódio diferente de alienação.

Podemos amar o que era o odiado? Podemos ir além dos nossos desejos, transpor as barreiras dos sentimentos. Viajar em condições das nossas inspirações, nosso sobressaltos. O discernimento que somos tão iguais aos outros pelo justo impacto de nossas diferenças, é a mais pura condição do ser humano que não é capaz de prever reações, mas de senti-las.
As mudanças que incidem em nossa personalidade, devido as experiências nos dão alicerce para superar dificuldades. Quais seriam estas dificuldades?
A principal dificuldade humana é a construção do seu potencial ativo em lidar com o amor e ódio, não há dúvidas
Mas, uma pergunta ainda mais intrigante  seria sobre o que é a concepção do amor, e o porque nos tornamos tão suscetíveis a sentir ódio?
O amor quanto o ódio seriam produtos da nossa breve história evolutiva? Seria, tão somente, criação cultural que nos faz questionar o verdadeiro sentido da vida? Seria apenas instintos, energias que se direcionam a objetos procurando sua satisfação?
Nos definimos, pela história das ciências, conseguimos chegar ao patamar em que somos não mais seres humanos que querem relações boas, mas, ao contrário, queremos piorá-las para continuar evoluindo junto as nossas ferramentas. Nos definimos, afinal, como meros conglomerados de células simples e complexas que ditam o nosso psiquismo, o social, o que é efêmero e o que é o eterno?
A parte disto, nasce a realidade objetiva, política do contexto social. Nossa alienação, só nos permite alienação. Quem exerce mais poder sobre você? Qual instituição? Mas a questão a que se quer chegar é o que isso tem haver com o nosso amor e ódio subjetivo?
Um índice de violência, não é gerado apenas por fatores sócio-políticos, mas pelo histórico biopsicossocial do individuo que foi condicionado externamente pelas variáveis do seu ambiente. Mas, os fatos, os índices, as informações que temos ao nosso alcance a qualquer hora do dia influenciam a  nosso comportamento, nos dão o medo, e a coragem para sair para fora da mureta e lutar por algum objetivo.
Deus, certamente, poderia dizer-nos: purifique os odiados a partir da sua própria purificação.
O presidente poderia dizer-nos em sua hipocrisia: purifique os odiados trabalhando e sustentando aqueles que o  amam.
Cada um poderia dizer a si próprio: reconheço-me como alienado, e ávido por liberdade, meu ódio é fruto de Deus, e também do presidente. Meu amor é o que me faz sobreviver, mas meu ódio muito mais, só reprimo e sou reprimido. Não tenho caminhos, mas padrões a seguir, ainda assim, sou único e posso igualar nossas diferenças.
Audrey Rodrigues
Enviado por Audrey Rodrigues em 16/06/2006
Código do texto: T176553
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Sobre o autor
Audrey Rodrigues
Lages - Santa Catarina - Brasil, 35 anos
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