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Boca No Papel

Boca no papel
Como em todas as series do ginasial, a professora pediu para que todos os alunos fizessem uma redação. O tema com certeza foi ela quem escolheu. Fiquei imaginando como eu poderia começar esse escrito sem desfalques.
O tema era tão simples, mas algumas palavras e frases soltas soaram minha memória:
Boca principal órgão de sobrevivência do ser humano sem ela não seriamos esses grandalhões que se nutrem de tantas palavras, algumas que não prestam algumas que inventam, e alimentam todos os desejos existentes e inexistentes.
Olhando modelos de livros didáticos não tinha a menor vocação de ser uma redação. Ao chegar a casa conversei um pouco com a mamãe almocei e fui brincar, mas sempre pensando na redação. Daí em diante o tempo passou muito rápido, e cansado de tanta brincadeira encontrei um rapaz amigo é claro. Ele já havia terminado o colegial “agora o segundo grau” perguntei se ele poderia me ajudar a fazer esse trabalho tão difícil que deveria ser entregue na próxima aula imediatamente ele topou o desafio daí em diante era só localizar um lugar apropriado, encontramos uma bancada  localizada no galpão da casa, pedi uma folha de seu caderno e comecei a desenhar as letrinhas.

Boca, instrumento de desejo, seja calada seja falando, hora após hora ela está sempre em evidência, nos sonhos, nos pensamentos, na hora da fala, no gesto de calar-se, na hora de fazer amor, na sede e assim sucessivamente, a boca é o sustento do corpo como um todo que faz parte do corpo, tanto dos humanos como dos animais.
Algumas pessoas nascem com certas deficiências na parte facial, ai surge a boca calada que sente a necessidade de se comunicar formando um grande diferencial entre a fala e calar-se. A fala porem tem um grande significado na vida de uma pessoa comum, com ela conseguimos chegar a um objetivo comum entre duas ou mais pessoas que entendem e decodificam, ao contrario disso precisa se sempre de uma que entende cada gesto que também podemos chamar de código, mas quase sempre é incomum ao receptor não falante deixando de ser compreendido perante os falantes mesmo com um português sarcástico.
Momentos após momento de nossas vidas dependem desse código para chegar a um denominador comum. Imagina se em um lugar totalmente isolado dês de a nascença ate uma idade de uns vinte anos sem contato com a fala como seria se depois desse tempo colocasse você junto com falantes de uma língua entenderia alguma coisa? Essa é uma pergunta que não quer calar os estudiosos da lingüística seja ela em qualquer grau, sem duvida que os lingüistas imaginaria todas as formas possíveis, mas não chegariam a um objetivo comum.
Na linguagem dos sonhos temos grandes pensadores que estudaram esse fenômeno tão sobrenatural, começamos pela interpretação do sonho que há numa passagem bíblica com Abraão “Deus diz a Abraão que sua posteridade viverá em terras estrangeiras, em escravidão por 400 anos o exercito do senhor saíram do Egito quando completaram 430 anos”.
“Deus diz a Abraão que terá um filho de sua mulher Sara em seu sonho ele tinha que obedecer a qualquer sacrifício ordenado por Deus” seguindo esse raciocínio cada sensação onírica que temos tem um significado global, seja quem for os estudiosos nunca vão adivinhar o verdadeiro sentido do sonho.
Alguns psicanalistas tentaram dar um significado para o sonho, mas não saíram da interpretação da do verdadeiro significado encontrado nas escrituras sagradas. Como no pensamento, a boca tem seu espaço no papel na hora de fazer um trabalho escolar, cartas, conversa seja ela formal ou não. Mesmo calado concatenamos nossos pensamentos para quando chegar a hora da fala podermos emitir corretamente essa mensagem com maior entendimento as vezes um simples gesto indica uma colocação formal ou não.  Até mesmo na hora de fazer amor alguns toques incomuns fazem parte da fala, não é aquela fala usada socialmente é claro, mas simplesmente um código de retórica usado em extrema.
Sendo assim o ser humano como um todo é pura fala com todos os códigos possíveis em situações extremas até chegar a um denominador comum seja as mais extremas feras, ou seja, tanto no mundo animal quanto no mundo humano sempre haverá algo semelhante que colocaram as mais puras saliência desses códigos feitos como a boca no papel

Marcos Roberto de Oliveira
Enviado por Marcos Roberto de Oliveira em 29/08/2006
Código do texto: T228255
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marcos Roberto de Oliveira
Francisco Morato - São Paulo - Brasil, 36 anos
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