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DE REPENTE


      De repente sentado a beira de um rio, passou-me um calafrio e emocionado fiquei perdido em pensamentos; me senti como uma ilha cercada por águas.
      De repente, senti a vida carregada de máguas, me senti como uma folha balançada pelo vento. Olho para um lado e para o outro e num pedaço de galho solto trazido pela correnteza, acabei chegando a conclusão que de nada tinha certeza; que o galho boiando na água era como meu pensamento que pouco a pouco se estendia no tempo.
      De repente vi o preto e branco de um quero-quero gritando no pasto para lá e para cá.Comparei tudo isto com a paz e com a guerra interior que se vive muitas vezes por falta de fé no salvador.
      De repente achei que aqui na terra nunca terei o que espero e me senti um pouco assustado e o pensamento cortei com o corpo arrepiado e novamente a beira do rio me deparei.
      De repente voltei a realidade e achei que toda verdade não seria suficiente para satisfazer o ego da gente.
      De repente percebi que como temos que viver, não apenas as alegrias, mas também o sofrimento que destrói a alma  e o pensamento.
      De repente percebi que não podemos ignorar tantas coisas e se faz necessário compreender e entender que apesar de tudo, ainda vale a pena viver.
      De repente acordei e percebi que a vida continua e não dá para ficar aqui sentado filosofando. Vamos a vida...

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Afonso Silva
Enviado por Afonso Silva em 17/10/2006
Código do texto: T266466

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Sobre o autor
Afonso Silva
Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil
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Afonso Silva