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Criminalidade




A família, base estrutural da sociedade, nas últimas décadas vem sendo desfacelada. A autoridade e respeito paterno não existem mais, raríssimas exceções. Pais e filhos se atritam pelos mais diversos motivos. Em muitos casos termina em assassinato do pai, da mãe ou dos filhos. Em outras situações é o pai que mata os filhos ou a esposa e em seguida disparam um tiro mortal em si próprio.

O incentivo ao modernismo exagerado sem controle, tem contribuído cada vez mais para a displicência da juventude. Confundem liberdade com libertinagem. Liberdade é ser independente com responsabilidade. Infelizmente a maioria não praticam o lema inserido na bandeira Nacional, “Ordem e Progresso”. Sem ordem, disciplina, respeito às leis, não há progresso, evolução, autodomínio, etc. Libertinagem é o abuso às leis, a falta de respeito, a indolência, o descaso. Falta de dignidade moral. Um grande número de pessoas enquadram-se nesse último conceito.

Na vivência de nosso dia-a-dia observamos a constante inversão de valores no seio da sociedade, tornando assim os relacionamentos sociais, políticos, econômicos, familiares um caos. Ninguém mais entende e se respeitam mutuamente, os conflitos se multiplicam.

Os meios de comunicação são uns fascínios aos jovens e adultos, os mais velhos são mais precavidos não se deixando envolver-se nas teias da cibernética. O mais atraente meio de comunicação, hoje, é a Internet, a NET. É uma faca de dois gumes. Educa e deseduca. Diverte e destrói. Tudo é mostrado detalhadamente, bem explicado, repetido, a qualquer hora do dia e da noite. Os filmes, as novelas os programas incentivam de diversas maneiras os cinco instintos dos espectadores. Sexo, drogas e assaltos são três ingredientes ativadores das mentes incautas dos jovens e adultos. Em nome dessa tríade, cometem crimes bárbaros, hediondos.

Viver atualmente nos grandes centros urbanos, está muito difícil. A criminalidade vem deteriorando as relações sociais. Exemplificando, uma pesquisa para a revista Equipe, em 2003, sobre Cidadania, um dos itens, polícia e bandido, indica que os moradores do Rio de janeiro de modo geral, têm medo da polícia que de traficantes e vice versa. O cenário urbano assemelha-se a Idade Média. Para se protegerem das invasões barbas, construíam enormes muros em tono dos castelos e moradias em torno, formando os feudos. Hoje, as manções, casas, condomínios residenciais, etc.,também se cercam de altos muros, grades e alarmes ou seja, de toda uma parafernália de proteção e segurança. Os assaltantes profissionais ou não, utilizam os mais sofisticados métodos de assalto, matando a tira roupa, a quem se aventurar a reagir. Muitos ao roubarem tudo, matam suas vítimas por prazer. Os feudos urbanos também não apresentam eficaz segurança como é de se esperar. Criminosos e assaltantes estão solto em cada esquina, vai depender da sorte do pedestre. Está difícil sobreviver. A criminalidade está sendo um dos piores vírus do século XXI. Invencível e sem solução, parceiro do HIV. A casuística desse tremendo caos urbano, está na impunidade. As leis no Brasil estão defasadas. Hoje, quem tem mais manda em quem tem menos.

Sendo o Brasil um país ainda subdesenvolvido, o povo luta para sobreviver a um capitalismo, que privilegiam poucos e massacra quase a totalidade da população. Tal situação favorece o surgimento do mundo impiedoso do crime, da marginalidade social. Hoje, as quadrilhas organizadas, com grupos orientados para matar e espalhar o terror na população. Querem dominar a qualquer preço. A pior máfia nas grandes cidades é o Comando Vermelho. A quietude e tranqüilidades dos grades centros urbanos são substituídos pelo terror. Onde vamos parar?

O dito popular, “um país se faz com homens e livros” é quase uma utopia atualmente. É só olhar nas bancas de jornal, as falcatruas da política, dos grandes dirigentes, etc. Matam-se em nome do Ter. É necessário um despertar de consciência. Uma maior espiritualização do povo. Fazer com que entendam que é no seu interior que está a verdade, a solução do problema.. Temos que matar o nosso ego egoístico, para renascermos das cinzas e se construir a nova civilização do terceiro milênio que só está iniciando. Limpar o planeta dos marginais, assaltantes, criminosos, etc. No lugar dessa sujeira, haja a bonança, a felicidade real e não ilusória, a tranqüilidade, e assim possamos viver a tão sonhada Paz.
Pappe
Enviado por Pappe em 22/10/2006
Código do texto: T270626
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Sobre o autor
Pappe
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil
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