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POR BRUNA LOPES

IGUALDADE À TODOS


Não vivemos mais na era da desigualdade e sim igualdade para todos. Quando cito “todos’, me refiro há uma sociedade que não é composta apenas por homens e mulheres, mas também por homossexuais, jovens e idosos”. A sociedade não se baseia na citação que perante a lei de Deus somos considerados “irmãos”, pois em nosso dia-a-dia somos divididos por grupos de classe, cor, status dentre outros. Quem somos nós para julgarmos alguém? Porque não lutamos por um ideal, um mundo sem preconceitos. É difícil acreditar, mas atualmente ainda existem mulheres machistas, aquelas que defendem o lado negativo do homem sobre mulheres. Porque temos que aceitar caladas a desigualdade salarial entre maridos e esposas? Será que existem pessoas determinadas a pensar que o sexo feminino não é capaz o suficiente para cuidar de sua família sem a dependência de um homem ao seu lado? Há algum tempo atrás aconteceu o seguinte fato: Uma família com alguns problemas, mas ainda feliz acabou destruída pela bebida. A mãe e esposa saia todas as manhãs para trabalhar, pois precisava sustentar seus três filhos pequenos e o pai e esposo também saia para trabalhar, mas por volta das 14 horas estava retornava com uma pequena sacola na mão. Os filhos entusiasmados pensavam que era algum doce ou uma bolacha, mas não era. Era uma garrafa descartável, contendo uma bebida alcoólica, conhecida como pinga. Ate o presente momento à paz ainda reinava naquele lar. A filha mais velha crescia presenciando aquela cena, enquanto arrumava a casa e cuidava de seus irmãos menores à espera da mãe com a comida no fim dia. Mas quando ao seu lar chegava com a carne e com os pães a guerra começava com o esposo que tinha bebido o dia todo. Dizia ele que a mulher trazia pães porque saia com o padeiro ou trazia carne porque saia com o açougueiro. E esse drama se repetia todos os dias em que a bebida entrava naquele lar. A mulher cansada de ouvir todas aquelas ofensas decidiu ir embora e cuidar de seus filhos longe dali. Com a ajuda de sua filha lutou pela educação de seus filhos e a conquista de sua casa e conseguiu levantar-se. Conheceu um homem que fazia de tudo pelos seus filhos e a então nova família estava formada, com muitas alegrias. Muitos anos se passaram e o pai resolveu procurar seus filhos que de braços abertos o receberam com coração limpo, mas com as lembranças guardadas na memória. O pai ate que pediu para que os filhos fossem morar com ele, mas a decisão de todos estava tomada e sem duvida era pela mãe, que alem de lutar, batalhar e sofrer não abandonou seus filhos e cuidou dando-lhes amor e carinho. Hoje os filhos já estão crescidos, o pai internou-se, mas com a força de viver e a graça de Deus, conseguiu libertar-se deste vicio. A filha sou eu, autora desta redação com 16 anos, cursando o 2º ano do ensino médio e apesar de ser nova, aprendi algo sobre a vida e suas escolhas e acredito que a mulher batalhadora deve ser respeitada pela sociedade e lutar pelos seus ideais, e para ter uma vida digna basta saber lutar por uma política que invista na educação  e  que o caráter e a responsabilidade se completem. Hoje em dia colocar um filho no mundo não é fácil, mas quando a responsabilidade aperta é preciso estar preparado para enfrentar as barreiras que o destino colocara a sua frente. Por esses motivos é que damos graças às mulheres e mães que lutam para sobreviverem e cuidarem de suas famílias, querendo um futuro melhor para seus filhos. Não somos meras criaturas, mas seres humanos capazes de construir um país e um mundo melhor e mais igualitário.
ZANESCO
Enviado por ZANESCO em 04/11/2006
Código do texto: T281743
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Sobre o autor
ZANESCO
Curitiba - Paraná - Brasil, 46 anos
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