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Aprendizado sem lógica

    Aprender e tornar o aprendizado útil deve ser realmente muito bom. Utilizando na prática tudo o que aprendemos em teoria acaba nos deixando muitas vezes impressionados, nos colocando cada vez mais num posto de interesse e verdadeiro entusiasmo pelo puro aprendizado. Infelizmente o que se percebe atualmente nos colégios não é exatamente isso.
    Entramos todos com o mesmo fardamento, uma verdadeira guerra em prol da alienação. Entramos com nossas pernas, e saimos com próteses. Temos asas, mas estamos presos. Uma verdadeira indústria do esperado conhecimento se transforma na fábrica das ilusões. Um poderio sem as armas certas. O sem luz aprende o que não gosta e o que não quer.
    O modelo de ensino, enfim, criou o conceito para "burro". Todos aprendemos da mesma maneira, nos é imposto uma única maneira de aprender, e há aqueles que não conseguem absorver o conhecimento de tal maneira... coitados, são burros. Existem aqueles que aprendem vendo; existem aqueles que aprendem simplesmente ouvindo; existem aqueles que aprendem com dinamicas e existem aqueles que aprendem por outros meios. Mas infelizmente temos que aprender a aprender de uma só maneira. Passamos grande parte da vida "aprendendo" muitos assuntos que para nossa vida se tornam inexistentes, sem um uso útil. O modelo de ensino nos ensina a viver pela nota, afinal é ela que é responsável pela nossa escalada na montanha do aprendizado. E sem notarmos estamos estudando pela nota e viveremos necessitando dessa prisão da aprovação.
    As provas nos deixa limitados, prisioneiros das questões. De maneira injusta somos aprovados ou desaprovados por ela, pois o assunto estudado não está todo ali. Estudo matemática hoje e amanhã estou com um caminho traçado que a matemática é quase inútil, afinal não é todo o dia que precisamos do co-seno de 45 graus, da tangente de 67 graus, do log. de 3 na base 4, da área do triângulo, do quadrilátero, do círculo e por aí vai. Não é o sintagma da frase "O rato roeu a roupa do rei de roma" que irá me ajudar num diálogo, não é saber que tal frase é uma oração subordinada, que tal coisa é predicativo do sujeito etc. Não é sabendo da enorme e absurda fórmula das lentes que vou conseguir fazer um óculos, não é fazendo cálculos de vetores e nem calculando a altura da bola que foi lançada pela mão de uma mulher no último andar do prédio é que vou me absorver o real conhecimento. Não é memorizando uma quantidade absurda de fórmulas que estarão testando minha capacidade de raciocínio, mas somente vendo o poder da minha memória.
      Não estou desmerecendo o incrível trabalho dos professores, que tem um papel indispensável no amadurecimento do sem luz, mas existem outras formas de se ensinar sem perder esses valores que se tornarão muito mais valorizados e perceptíveis aos nossos olhos.

      Ainda não sei se "desabafei" tudo, mas por enquanto é só...
           
   
Calor do cão
Enviado por Calor do cão em 13/08/2005
Código do texto: T42267
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Sobre o autor
Calor do cão
Salvador - Bahia - Brasil, 28 anos
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