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Antropologia, Estudos Culturais e Educação: Desafios da Modernidade - Resumo

A elaboração deste trabalho objetiva apresentar as principais abordagens da autora Neusa Gusmão, ao fazer questionamentos acerca do diálogo entre as áreas Antropologia, Estudos Culturais e Educação que, em suas considerações, constitui-se em um dos maiores desafios dos dias atuais. Do encontro dessas áreas, surge um campo tensional, gerado pelo desentendimento ou pela distância entre teoria e prática. E a realidade traz à tona que vivemos ainda uma educação que trabalha o clássico, fazendo-nos concluir que não estamos preparados para o novo modelo que contempla a diversidade. Ressalta-se a importância da Antropologia na Educação, voltada para a tentativa de explorar as possibilidades de relações entre essas áreas, gerando maior diálogo, no sentido de aproximar as culturas, em contraponto à Antropologia da Educação, entendida como disciplina e sistematização, vinculada a uma determinada época. A antropologia como ciência não pode existir independente de outras áreas, nem  ser discutida à margem do contexto histórico. A ciência praticada deve ser aquela que busca abraçar o universo das sociedades modernas, objetivando um olhar atento para o indivíduo, considerando a multiplicidade de suas experiências, na pretensa busca pela homogeneização necessária ao contexto social, unindo o passado ao que a realidade apresenta atualmente. Percorrendo longos caminhos desde o período colonial, quando a educação se reduzia ao ato de “civilizar” o indivíduo, deixando à parte o fator cultura, a Antropologia tomou dimensões que a faz presente em todos os campos, em especial na educação, onde se coloca com o anseio de ampliar seu significado, defendendo a educação que ultrapassa os limites físicos da escola. Passadas as correntes teóricas, que apresentaram suas formas de pensar as diversidades, o discurso evoluiu para a retomada do culturalismo, onde a cultura era vista como algo essencial para a compreensão do homem, dentro de contextos distintos. Da relação Antropologia x Educação, no campo da cultura, percebeu-se que a primeira se preocupa com a afirmação da diversidade sociocultural, onde as relações face a face com outros sujeitos e outras culturas é uma necessidade para a compreensão do outro, de sua vida e de suas visões de mundo, o que amplia o conceito “cultura”. A Antropologia caminhou no sentido de reconhecer as diversidades socioculturais. Percorreu uma trilha construindo estratégias para penetrar no universo do outro, buscando compreender os fatos da vida humana. A segunda, a Educação, conduziu-se rumo à afirmação permanente da homogeneidade, tendo que abraçar o compromisso de responder às diversidades sociais humanas impostas como realidade do século XXI, uma vez que em sua prática, busca a homogeneização, num processo de ensino baseado em modelos pedagógicos e culturais diversos, reconhecendo as diferenças e estabelecendo meios para lidar com elas. Articular igualdade e diferença é o grande desafio da escola, e isso põe em jogo várias questões, como a realidade da escola, o cotidiano escolar e a formação de professores. Na visão antropológica há a possibilidade de se tratar essa temática, que deve envolver análises, diálogos e discussão constante,  com o apelo de se levar o tema para além da sala de aula.

Palavras-chave: Antropologia. Diversidade Cultural. Educação.
Maria Celça
Enviado por Maria Celça em 07/06/2013
Código do texto: T4329486
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Maria Celça
Fortaleza - Ceará - Brasil, 38 anos
326 textos (14909 leituras)
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Maria Celça



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