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Texto galático

Vaguei numa estrutura que desafia a ciência e me chegando ao extremo, enlouqueci por causa de
distúrbios de ansiedade.
Estive tão ansioso em lhe escrever algo que parei de ler no mesmo instante o bom "Manifestos
do Surrealismo", de Breton, para dizer o que penso... nada!!! Eu penso em nada. Apenas estava
eu aturdido, endoidecido para riscar algo, alguma palavra ou mesmo algumas letras que poderiam
estar em desordem, talvez.
Fui tomado de súbito pelo lápis - que logo me deu um golpe de artes marciais e prensou-me
sobre a mesa - e já foi riscando uma folha que estava sobre um livro de Machado de Assis.
Nossa mãe!!! Estou inspiradíssimo para escrevinhar!
Direi-lhe que mais que a desumanização humana (dito isto, carnívoros roedores de caules de
árvores como a do jenipapo que é utilizada pelos indígenas para fazer a tinta); voto pela
confiança de vossa senhoria para desfrutar da imbecilidade da qual eu fui levado transcendentalmente.
Vejo e reparo que tem mostarda destacando as pontas do bigode de Dali que se diverte atirando pedaços
de frutas podres no rosto feio de Nietzsche, o Frederico!
Agora sou uma lebre que pula, saltitante de alegria, nas veredas, indo em busca das respostas não
respondidas pelo Deus Altíssimo.
No mais, digo-lhe que estou muito contrariado com as incabíveis colocações do nada que quer dizer
que ele - o nada- é tudo que nos resta.
K Lorca
Enviado por K Lorca em 19/09/2005
Código do texto: T51953
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Sobre o autor
K Lorca
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
105 textos (9927 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 16:59)