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ATÉ AO ARCO-ÍRIS

Ela conseguiu dormir, pouco mas bem, sem sonhos. Acordou de corpo descansado, sentindo-se repousada e sem se lembrar de ter tido um sonho, coisa rara pois sempre tinha a noite preenchida de sonhos sonhados como sonhos o que, de certo modo, lhes retirava interesse.
Isto foi-me contado por escrito, através dum email. Relatava a experiência e atribuía o fenómeno a ter dormido depois de ter escrito outro email, dando como característica determinante do sucedido ter conseguido falar dela.
Como esses emails tinham a mesma pessoa por destinatário, esse destino dado às letras começou a ser visto como importante. Ora, sendo eu o destino, o destinatário, tentei ser um remetente à altura. A minha amiga falava dela, eu falava para ela.
Falando para ela dei-me conta de tentar escrever sobre o que ela tinha escrito, o que me levou a abordar imagens suas. Também eu comecei a pensar como iria dormir hoje, sendo este texto uma preparação para o efeito. Amanhã o acabarei.

A pedra angular é a que fecha um arco suspenso, feita em cunha, angular, obedece a uma geometria perfeita. Ocupa o centro, localiza-o no ponto mais elevado do arco. Aqui a deixo, como se a escrita fosse um barco onde embarcamos, até ao arco-íris.

Eu durmo bem, às vezes não tenho pressa de dormir e durmo pouco. Quando durmo pouco posso andar com sono, o que tem semelhanças com o cansaço. Este é um ingrediente suficiente, como o sal, para temperar toda a percepção da realidade.
Hoje dormi mais que o habitual, estou descansado, é Domingo. Escrevo já o dia de amanhã, o que torna o texto uma ficção. Bastaria dizer isto, ou escrever, a ficção começaria a existir. Tudo onde a imaginação levanta a cabeça, parece ganhar olhos de caracol, levanta os corninhos!!
Olhando para o texto que vou compondo, penso já só faltarem dois parágrafos para concluir a minha composição. Deste modo começo a pensar um título para dar à redacção, ao mesmo tempo que começo a pensar na pedra angular.
Pronto! Já tenho título para a redacção? Agora, acabar de falar de nós, é uma coisa que deve terminar com um "Até logo!" Pode ser outra despedida, agora vou indo... Uma dita, outra ideada; tida como ideia, nem chega a ser dita!

{Desta vez não obedeci ao formato das redacções que imaginei para a categoria "redacções", fiz mesmo uma composição para a D. Marquinhas Não Sei das Quantas, minha professora primária.
/
Registo a apresentação que há pouco fiz, num novo site, em "Escrit_artes":
http://www.escritartes.com/forum/index.php/topic,21.0.html}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 16/09/2007
Código do texto: T654587
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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