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Sobre o Recital de Piano De José Luiz Juri no Palácio Das Artes Belo Horizonte

               I

"Campera"_ Singela composição que foi tocada com um certo vigor poético e com certa emoção filosófica transcendeu alguns práticos conceitos da música clássica argentina e expôs a magia das notas e da melodia criada por Carlos Lopez Buchardo com bastante desenvoltura, aliás, é destaque que a música se desenvolveu como obra prima tamanha a sintonia entre acordes e ambientação.

Dos Tangos Brasileños_ Mais descontraído foi uma mescla de música informal e clássica com certo ritmo tupiniquim sem perder a originalidade do contexto, mas vale ressaltar que seu grande momento talvez tenha sido quando ministrou notas mais desligadas de seu prelúdio anterior e mexeu um pouco com a não ortodoxia do Piano, foi um momento que marcou um pouco das influências brasileiras-argentinas em um estilo musical ainda pouco comum na América do Sul, mas que com esses dois encontros traçaram algo bem diferente de algumas apresentações nesse estilo.

Dos Prelúdios Brasileños_ É talvez um continuismo da anterior, porém com o som Seresteiro e Paulistano inovou em alguns toques mais interdependentes, com certa elegância soube mexer não só com o eruditismo, mas com o neoclássico(Mesmo oculto) e também com o informalismo citado no tópico anterior sendo bem restrito a um certo canto mais ligado ao que se fizesse automaticamente como um maestro e sua batuta tamanha era sua habilidade para sair de um ritmo totalmente aristocrático ou nobresco de Carlos Lopez Buchardo como insertar um pouco de Ernesto Nazareth e chegar a esta dádiva criada por Angel Lasala, foi um momento uno durante o recital.

Tango_ O som penetrava mais burocrático, ou melhor, não tão aberto como os dois anteriores, mas finos como um bom tango exige, diria leitor que até dançaria ali se não houvesse problema, pois a música tirada do piano era autêntica por demais de um salão argentino, explorou não só a sintaxe do piano como também suas afinações agudas, e teve certo prestigio o toque das notas, enfim tudo formou um conjunto de sons gostosos para o ouvido e para a alma.

Sonatina_ Encerra a primeira parte com a "Volupia" do jubileu, pois além de longa a composição ela fazia o público entrar num êxtase tântrico, pelo menos eu senti isso, muito bom sentir que está num teatro de Paris, Budapeste, Buenos Aires, em qualquer lugar do mundo aquela lentidão faria chorar, muito expressiva e alegre até certo ponto ela tocou não só a degustação do pianista talentoso como seu estilo portentoso.

              II

"Mar Blanco" (Dedicada ao Interprete), por Javier Gimenez Noble. Sem Comentários, simplesmente, belo!!!!

Suíte Brasileña_ Foi uma toada-seresta-jongo que no fundo manisfestou uma grande empolgação ritmada já que não saia do contexro, mas era bem original de nossa terra, tinha raiz na habilidade de compor brasileira e mostrou um grande complexo de sensações relativas que só podem ser descritas ao sentir a emoção do artista e das pessoas que a vêem e esplendido como trabalhou sinteticamente e estilicamente Oscar Lorenzo Fernandez

Sonata N 1_ Realmente com quatro partes foi responsável por um bis triplo e bravos constantes!
 Misturou uma canção grave misteriosa de raízes italianas e um pouco de Chopin, trouxe um adágio apaixonado digno para ser cantado por um trovador em uma canção de amigo tamanho era o amor exprimido nas notas do piano, aleggro marcato doi o menos expressivo de todos, mas teve seu valor como primeiro canto dessa Sonata e enfim nada mais nada menos que ruvio ed ostinato um fechamento com chave de Ouro, Diamante, Prata e muitos outros metais preciosos!
Edemilson Reis
Enviado por Edemilson Reis em 17/09/2006
Código do texto: T242537
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Sobre o autor
Edemilson Reis
Vespasiano - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
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Edemilson Reis