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Contratransferência na Psicanálise (FREUD)

Os fenômenos da contratransferência e da transferência estão intrinsecamente ligados, não há um sem o outro. Inicialmente, Freud se referiu a contratransferência como uma resistência inconsciente do analista em relação aos conteúdos e questões que paciente trás durante o processo analítico. Assim, para Freud, a contratransferência consistia nos “sentimentos que surgem no inconsciente do terapeuta como influência nele dos sentimentos inconscientes do paciente”. Ele acreditava ser de extrema importância para este processo que o analista pudesse fazer o reconhecimento, a análise e o bom manejo desse fenômeno.
O autor do texto diz que por muito tempo a questão da contratransferência foi ao mesmo tempo uma preocupação e um tabu entre os analistas. O próprio Freud temia que esse fenômeno pudesse expressar a olhos leigos uma não-cientificidade da Psicanálise. Entre os outros analistas, havia o medo e a vergonha de expor os seus sentimentos, portanto, as suas fragilidades.
Durante muito tempo, a questão da transferência provocou problemas de desconforto nos terapeutas, tendo sido este tema até ignorado por grande parte da literatura psicanalítica, durante um certo período. Somente depois é que outros autores, a exemplo de Melanie Klein e seus seguidores, passaram a discutir de forma mais complexa esse conceito, muitas vezes abordando-o de uma forma diferente de Freud.
Melanie Klein e muitos de seus seguidores não concordavam com a terminologia “contratransferência”, a idéia geral era de que há uma dissociação e identificação projetiva e introjetiva do terapeuta para com o paciente. Klein, assim como Freud, entendia a contratransferência como um obstáculo à análise.
Entre outras questões trazidas pela escola Kleiniana acerca da contratransferência, está o pressuposto de que a contratransferência seria um importante instrumento psicanalítico, em especial para a função interpretativa. Por outro lado, outros autores discordam dessa posição, pois acreditam que a contratransferência é um fenômeno inconsciente e, portanto, não pode ser usada conscientemente como instrumento durante o processo analítico, ao menos não durante a sessão.
Atualmente ainda há divergências acerca da conceituação deste fenômeno e também de suas implicações. Porém, há aceitação por grande parte dos analistas do tríplice aspecto da contratransferência que pode se colocar como obstáculo, instrumento técnico ou como um campo, no qual o paciente pode reviver aquelas fortes experiências emocionais que teve.

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Josimar A de Alcântara Mendes
Enviado por Josimar A de Alcântara Mendes em 19/10/2010
Reeditado em 31/01/2012
Código do texto: T2565670
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Josimar A de Alcântara Mendes
Sobradinho - Distrito Federal - Brasil, 27 anos
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