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Desumanidade

Cada vez que penso e me coloco no lugar daquele povo sofrido de Canudos, seguidores esperançosos de Antônio Conselheiro, que só queriam vida, darem mais vida e eram ávidos de união, e imagino o que foi feito deles, todo o sofrimento em vão... Revolto-me com aulas de história que encobrem uma das tantas manchas de sangue já vividas por nosso povo, as verdadeiras histórias estão na alma de quem sobreviveu, marcas eternas nas raízes de um povo, carnificinas antigas, que aqui em nosso país vêm de tempos remotos, desde o tempo dos nossos irmãos índios, todos bravas gente, lutando pelo mesmo ideal humano. Em minha concepção não cabe nem mesmo ao homem hoje, ser chamado de humano; deveria haver como em tantos outros vocábulos, o sentido real e pejorativo para “ser humano”, pois assim, não estaríamos misturados e confusos entre seres que não pensam na coletividade, não sabem compartilhar, não olham o próximo, talvez chama-los de irracionais, venha a ferir o conceito do ser irracional, que além de agirem por instinto, respeitam as leis da natureza...


Texto inspirado nas entrelinhas concisas e belas palavras do escritor Leilson Leão em seu texto “Crônica do Absurdo”.

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/605949
"Repeite os direitos autorais, plágio é crime"



P. S: Na realidade está minha composição está mais para resumo do que para resenha, mas como não há esta opção aqui no recanto, resenha foi a melhor alternativa a adequá-lo.
Nelciene Santos
Enviado por Nelciene Santos em 03/10/2007
Reeditado em 03/10/2007
Código do texto: T678626

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Sobre a autora
Nelciene Santos
Cabo de Santo Agostinho - Pernambuco - Brasil, 44 anos
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Nelciene Santos