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Encontro Marcado - O Filme........
 
Um milionário ( Anthony Hopkins), na intimidade é Bill, recebe inesperadamente a visita da Morte ( Brad Pitt, já imaginaram uma morte destas?), que no filme é o Joe.



Bill faz com a morte (com Joe) um pacto:
Em troca de viver um pouco mais, lhe mostrará como é a vida.
Mas as coisas se complicam quando a própria Morte se apaixona pela filha do milionário.
( Claire Forlani- belíssima ) como Susan.
Por um tempo a morte quer ser vida.

 

A morte transforma-se na sua contrária.
Agora é vida, materializada no corpo de um belo jovem – - e que belo ufaaaaa - (Brad Pitt).

…Enquanto aguarda a “hora” de Bill, a morte está de férias.
A morte deseja aprender, compreender a vida.
E a escolha de Bill, a sua vivência, a sua família, parecem-lhe perfeitas.



A morte vive agora neste ambiente, e ela  apresenta-se bela, justa, bondosa.

O seu rosto sedutor de olhar brilhante e magnético promete-nos um momento de mudança tranquila, um final feliz.

A morte conhece a paixão, o amor, a posse, a compaixão, a raiva.


Experimenta tudo o que os sentidos oferecem…até o sabor da manteiga de amendoim, o seu preferido.
(Uma cena hilária que até deu vontade de experimentar também).

Joe sente as lágrimas da despedida, toca-lhes, para melhor conhecê-las.(Uma cena belíssima)

Lágrimas também pingavam no meu rosto nas  histórias paralelas , como a cena da morte (no corpo do Brad Pitt) no hospital , conversando com uma senhora de idade, muito humilde, que está para morrer.
Ela reconhece a morte, e acha que ela está ali para buscá-la e, é esse o seu desejo.

Num segundo encontro da morte(Joe) com a velha, ainda no hospital, é a velha senhora que ajuda a morte a entender os fatos; e de certa maneira, convence a morte a alterar sua postura perante o amor à uma mortal.
- Me leva e vem comigo!, - diz a velha para uma morte conflitada.

- Aqui também estamos sozinhos!, afirma a velha, quando a morte quer justificar o rapto do seu amor, pela necessidade de ter uma companhia.


O filme inteiro é uma reflexão....constante..à cada diálogo, somos confrontados com nossos medos... percebemos que a morte, se não compreendida, pode ser enlouquecedora.

Quantos de nós conseguimos aceitar, que muitas das oportunidades da vida foram perdidas, que nunca mais poderemos voltar atrás?
Que quando algo acontece, dificilmente podemos voltar a ser como era antes?
Poucos.
Um dos pedidos mais comuns nos consultórios psicológicos, e psiquiátricos é......
- "Dra, queria voltar a ser como era antes da doença".

Voltar a ser como era antes, ou seja, não enfrentar a mudança.
O eu permanece absolutamente vulnerável e indefeso perante a morte.

Há perguntas que começam a ser moldadas, e emolduradas na nossa mente
Será que morte pode ser considerada uma imperfeição da natureza ?
Juro que eu pensei nisto.
Mas, certamente que não, mas frustra meu instinto de preservação, e por antecipação sei que é impossivel atendê-lo sempre.
Um dia ele não será atendido!
Mas isto não pode ser considerado uma falha da natureza.
A natureza É assim, e a minha espectativa de Vida é que se configura impropria para a consideração desta natureza que me frustra, e por isso à tenho como imperfeita, quando de fato imperfeito é meu Ego e minhas fantasias.
 
A morte está disposta a levar Susan consigo,  só que percebe que Susan tinha se apaixonado pelo corpo que ela usava.


A morte não abre mão de levar Bill, mas devolve o corpo para a alma do jovem que era o amor de Susan.


Quando o amor é verdadeiro preferimos ficar longe da amada, desde que ela fique bem.

Numa conversa entre Bill e a morte, ele afirma:



- “O amor não pode causar dano ao amado!”

A morte não perdoa Bill, mas prolonga a vida do jovem para satisfazer a bem amada.


A cena final é belíssima.
Numa colina perto da casa a morte vai andando com Bill , e desaparece numa ponte convexa.

Susan dá alguns passos em direção à ponte vazia.


De repente, o jovem começa a surgir na parte ascendente da ponte como que sendo reconstruído aos poucos da cabeça até aos pés.

É sutil a colocação final, seu corpo já conhece a namorada, mas a sua alma esteve ausente.

No final todos ganharam.
Bill ficou com alguns dias e, principalmente, pode se preparar para o inevitável, morrer.


O jovem que já tinha morrido, obteve sua vida de volta; e talvez, quem aproveitou toda esta experiência, foi a morte.
A morte chega a lacrimejar e diz para Bill:
- Obrigado pelo tempo que você me proporcionou.


Bill retruca e diz:
 - É... é difícil largar isso tudo.
 
No final do filme que revi várias vezes fiquei pensando que:
 
"A vida, um dia também pede a morte".
É é um ciclo que aprendi à respeitar.

É um filme imperdível.....sem adjetivos maiores pra qualificá-lo.....
Lindíssimo!
Pleno!
Perfeito!

Outras resenhas:


A Pele que Habito.

As Horas – Filme sobre depressão e suicídio –resenha em E-book

Mr.Jones – Filme sobre Distúrbio Bipolar – (Psicose Maníaco Depressiva)



Maria.Poesia 22.05.2009





















Maria Poesia
Enviado por Maria Poesia em 22/05/2009
Reeditado em 04/01/2012
Código do texto: T1608996
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Poesia
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil
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