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RESENHA DO FILME A VILA

CARLOS RONY RECLA Rm 19472
Prof. RAQUEL ROCHA
Curso: letras “B”
FILME: A VILA

DIRETOR/AUTOR:
O filme “a vila’ é uma análise critica ao  protecionismo paterno/materno que isola crianças e adolescentes do convívio social para resguardar o bem estar dos mesmos.
A construção dos caracteres que compõem as personagens é enriquecedora e desenvolve igualmente temas secundários,contudo extremamente pertinentes a problemática da família, proteção e exposição social.
Cumpre ressaltar que o dia a dia da vila está truncado de medo. A própria circunscrição da vila é menos real e mais imaginária pois os marcos são celebrados por cores e rituais remetendo a uma analogia dos fundamentos edificados como cerca em torno da família.
  A situação torna-se tensa no interior desta vida atemporal porque apesar de todos os indicadores de civilidade remeterem ao fim do século 19 a vila ,temporalmente falando, está incrustada no principio do século 21.Essa tensão é apresentada no falecimento de uma criança de sete anos que no desenrolar da história é um indicador da falta de recursos médicos da vila, o mesmo fator que desperta em Lucius o desejo de atravessar a floresta e assim sair dos marcos da proteção e que acaba provocando a incursão de Ivy ao mundo exterior.
O Sistema fundamentado num pacto de mentiras e perpetuado com requintes de crueldade praticados a animais e com visíveis pertubarções psíquicas infligidas as crianças e adolescentes se vê ameaçado pela generosidade e coragem de Lucius e depois a abnegação de Ivy em arriscar-se por seu amor.
Esta por sua vez recebe um legado que seu pai lhe passa em momento crucial.Cabe ressaltar que a liderança da vila e a própria capacidade futura de liderança de Ivy são amplamente defendidas pelos diálogos que se seguem:

Pai de Ivy:”meu pai disse para liderar onde outros só seguiriam.Você é forte Ivy, você lidera onde outros só seguem, você vê luz onde outros só vêem escuridão”.
 “não há ninguém nessa vila que não tenha perdido alguém insubstituível a ponto de questionar o sentido de viver”.
“são trevas que eu não queria que você conhecesse’
“Perdoe por nossas mentiras”.
“está pronta para esta responsabilidade que por direito é sua e somente sua”
“sim eu arrisquei e espero sempre poder arriscar tudo, tudo pela causa correta”
“isso é o que há de mais importante aqui para proteger : a inocência”.
“ ela é mais capaz do que a maioria de nós ela é guiada pelo amor e é o amor que move o mundo. O amor é capaz de tudo.”
No término desta evocação de responsabilidade a personagem destaca-se como liderança e é a única de sua geração a conhecer se não toda, parte da verdade, a mentira ainda perdura mas agora já existe fatores suficientes para a transformação: uma liderança nova se insurge com verdade,quebra de paradigmas,por exemplo a maldade absoluta dos “da cidade”, a capacidade de enfrentamento do pai em favor da rebeldia ao sistema vigente que proporciona um quadro de possíveis mudanças. A
A própria capacidade do mesmo é ratificada quando ele enfrenta o conselho de anciãos e justifica suas decisões em detrimento do grupo.
Apesar de Lucius parecer de primeira monta ser o fator de desiquilibrio do sistema é em Ivy que  a converge os caracteres necessários para a ruptura social.
Noah tem papel importantíssimo pelo retrato cru e sem retoques da insanidade do ser humano tornado patente pelo  seu conflito interior e de sua confirmação para a pratica do mal.
O amor, o medo, a liderança, a civilidade insana, a compaixão e o altruísmo todos os elementos que poderiam construir com riqueza de detalhes os tão incompreendidos recônditos humanos, o que fazer se afinal é tão próprio do ser humano ser desumano.
Parâmetros do filme; “a vila” com características de fim de século 19 com fundo histórico de governo presbiteriano, diálogos francos e uma misteriosa guerra travada no interior e exterior dos habitantes simbolizada pelas cores vermelha e amarela.

Elementos de fundamentação interpretativa: inocência=ignorância; o medo como fator de coerção; a quebra do cotidiano com o desejo de se arriscar por uma necessidade; a tradição fundamentada no medo; e a defesa do isolamento a qualquer preço; noções profundas de liderança.
Frases que norteiam o entendimento:
Nilcholson:”Você pode fugir da tristeza mas ela sempre te alcança.”
Ivy Walker: “ As vezes não fazemos coisas que queremos para que os outros não saibam o que queremos fazer.”
Lucius Hunt: “você não se irrita por ser cega?”
Ivy Walker: “ Eu vejo o mundo mas não como você vê”.
Sra Clack : conta o segredo de sua dor pela morte de sua irmã de 23 anos por uma turba que a violentou e assassinou a poucos metros de casa.
Lucius Hunt: “ eu não me preocupo com o que vai acontecer só com o que tem que ser feito” ( coragem inata).
Beatrice: “ é interessante notar como o amor escolhe unir duas pessoas  ele não segue regras”.
Noah Percy: ele é a insanidade na sanidade, o que poderia entrar na floresta e não se constituía um perigo para os anciãos é o fator de desequilibro, o atestado da insanidade tão próprio da natureza humana, dele veio a tentativa de assassinato de Lucius, nele encontramos o ódio em luta contra a idade mental que possuía quando golpeia a Lucius e volta-se para a porta e depois de lutar contra o mal que cresce nele o golpeia pela segunda vez a aquele que lhe pede ajuda.
Ainda através desse incidente ele interpreta a cor “ruim” o vermelho era a violência a que os fundadores da vila pretendiam fugir.
Ivy Walker: “ se ele morrer tudo que é para minha vida, morrerá com ele”.

A Ivy tipifica a nossa inocência caminhando cegamente em busca de ajuda, os buracos são uma ameaça que devemos usa-los ao nosso favor e a esperança é a razão de continuarmos em frente esperando o melhor das pessoas.
Rony Recla
Enviado por Rony Recla em 20/01/2011
Código do texto: T2740288
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Rony Recla
Guarujá - São Paulo - Brasil, 40 anos
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Rony Recla



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