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INVASÕES BÁRBARAS

                         INVASÕES BÁRBARAS
Por FLAVIO MPINTO
Comentar Invasões Bárbaras, de Denis Arcand, seria o mesmo que comentar sobre o choro da senadora Heloisa Helena expulsa do partido que militava.
Vemos que é impossível dissociar a temática política apresentada do ranço anti-americanista do diretor do filme, que aliás, já o havia demonstrado em A queda do império americano, para o delírio da claque marxista. E isto prossegue em Invasões, quando não credita o fracasso de sua utopia a ela mesma e sim ao capitalismo. Tal qual o choro da senadora, lamenta, assim como toda a crítica engajada,  não haver podido construir o sonho socialista com tudo o que tem direito. Mas ao mesmo tempo tenta debochar da sociedade moderna ao ver um celular destruir-se nas chamas, como se alguém, hoje, pudesse viver sem essa fantástica modernidade colocada ao nosso dispor. Voltar a idade da pedra, digamos, socialisticamente. Foi uma geração de derrotados que jamais aceitaram a derrocada de sua utopia, mesmo vendo, aliás, eles recusam a ver, 100 milhões de mortos e países levados desorganização total por causa da aplicação da doutrina que desejavam e desejam. Não admitem o fracasso em hipótese nenhuma. A culpa é do capitalismo e se dizem vencedores. Ora e convenhamos, como vamos arrancar de um professor que durante anos a fio levou alunos a sonhar por algo e quase na morte ter de reconhecer que sua utopia foi um erro? Como mostrar-lhes que levou uma geração a acreditar no socialismo e viu crescer a barbárie na União Soviética para implantação do comunismo e sua exportação e por fim ver sua derrocada e queda sem tiros pelo povo russo? Por outro lado, de onde tirou que franceses, ingleses, holandeses e americanos mataram 150 milhões de índios na América Latina? Só pode ser da cabeça desvairada do autor do filme. Mas ao mesmo tempo desdenha da quantidade de mortos pelos regimes comunistas que prestigiava no século 20. Eram uma quantidade insignificante,como disse o protagonista.
Como explicar a batalha pela liberdade se viu a sua cassação imediata após a implantação da doutrina e surgimento de totalitarismos? Como explicar a liberalização dos costumes através de  movimentos de reconhecida tentativa de destruição da família constituída  e a explosão do consumo de drogas nos diversos movimentos libertários? Talvez tenha incutido nos alunos que Cristo e Mao, com certeza Fidel, Che Guevara e caterva, eram cristãos. Como explicar a pessoas que acreditam nos valores universais que devem se tornar uma máquina de matar movida a ódio? Tal como pregava Guevara, ou como Paulo Freire ao dizer que não devemos ter pena do inimigo.
Como explicar se tudo isso estava na cartilha de Lênin para indicar como se deveria destruir o Ocidente capitalista?
Vejamos o que recomendou Lênin:
1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e, depois controle todos os veículos de comunicação em massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa
O professor não comia criancinhas como se dizia no Brasil, mas suas alunas, que  inocentes ou não, caiam nos seus braços de galanteador marxista. Aliás, seu respeito a família durou pouco mais de uns meses após seu casamento. Traía sua esposa sempre e sem o mínimo remorso na consciência. A família não era seu forte como bem pudemos observar no seu relacionamento com esposa e filhos. Mas se deu conta de que tinha uma família nos estertores do corredor da morte, ao lado de uma viciada em heroína. Como bem sabemos, a destruição da família é um dos pontos básicos da estratégia de ação marxista. Diego Rivero, famoso pintor marxista mexicano casado com Frida Khalo, também se portava desta forma. As suas propostas, todas vão nessa direção.
Os traços do Decálogo de Lênin se manifestam de modo inconteste na vida do professor em questão. Assim como na de seus amigos libertinos, que como todo bom comunista, não trabalham e vivem ás custas do governo aproveitando- se das brechas financeiras. E do alto de seus castelos disparam flechas na busca de culpados pelo fracasso de sua utopia. A respeito da moça chinesa , que teve a família destroçada pela ditadura comunista chinesa e que o professor, sem conhecê-las (a moça e a imposição da ditadura na China) já tecia mil e um elogios quando foi posto a frente da barbárie chinesa.
Mostra de modo bem incisiva a ação dos sindicatos, que se dizem a favor, mas impedem as melhorias na direção do bem estar comum por puro corporativismo. Um corporativismo negativo e maléfico que tão bem conhecemos.
Acredito que depois disso, fica difícil se justificarem, mas...continuam viúvas. Ou tristes por não terem conseguido fazer o paraíso na Terra.....Com absoluta certeza o professor seguiu á risca esses ditames. Um marxista bon vivent da boca para fora. E não se arrependeu de tão duro que era seu coração. Mas essa dureza de coração é , como de praxe no marxismo, assim como a intensa manipulação das emoções no filme e na vida real, atribuída pela crítica ao seu filho, um bem sucedido jovem. Capitalista, por supuesto. Um filho que usou tudo o que podia, em termos de contatos e recursos amealhados com seu trabalho, para dar um bom fim de vida ao pai que sempre o tratou como subproduto daquilo que combatia.
Certamente este filme poder-se-ía chamar de O dinheiro  não é tudo, mas ajuda um bocado,  isso não se tem dúvida nenhuma.


FLAVIO MPINTO
Enviado por FLAVIO MPINTO em 01/01/2006
Código do texto: T93226

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Sobre o autor
FLAVIO MPINTO
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 65 anos
530 textos (94076 leituras)
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FLAVIO MPINTO