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Texto

Curso de Lingüística Geral – de Saussure, Ferdinand de.

Análise do Livro: “Curso de Lingüística Geral”, de Ferdinand de Saussure.


Introdução

Antes de começar a descrever e explicar o que eu entendi e aprendi do livro, gostaria de confessar que a Lingüística era conhecida por mim apenas por nome, tanto que eu nem imaginava que aprenderia essa disciplina no Curso de Letras – apesar de que eu sabia que esta estava relacionada às Letras –, para mim foi uma surpresa deparar-me com um mundo novo para olhar o mesmo universo das Letras – que conhecia, até então –, este meu “universo” foi amplia(n)do graças a Lingüística, a qual é uma disciplina que adoro e que me fascina.

Ah! E, como falar de Saussure sem, ao menos, mencionar a Lingüística, por isso escrevi a importância desta a mim; muita coisa que (re)aprendi lendo o livro de Saussure eu já aprendera com a professora Célia, que, aliás, ensinou-me sobre Ferdinand muito bem, aliás boníssimo, com certeza a minha eficácia de compreensão do livro deve-se às aulas da Célia.

Bem, finalizo a minha ‘introdução’ por aqui. Contudo, aproveitarei para comentar em meu ‘desenvolvimento’ as quatro célebres dicotomias de Saussure: Langue VS Parole (Língua VS Fala); Significado VS Significante (Signos Lingüísticos); Diacronia VS Sincronia; Sintagma VS Paradigma. E ‘concluirei’ o que esse livro me acrescentou em minha formação intelectual como aluno de Letras.



Desenvolvimento

Langue VS Parole (Língua VS Fala): Para Ferdinand de Saussure, a Linguagem era: social e individual; psíquica, psico-fisiológica e física; enfim, a fusão de Língua e Fala. Então, para estudar-se a Linguagem, o mestre genebrino definiu a Lingüística da Língua e a Lingüística da Fala, isto é, definiu a Língua, a Fala e como elas se relacionam, constituindo, então, a Linguagem. Ferdinand define Língua como a parte social da Linguagem, a parte essencial Desta, que um só indivíduo não é capaz de mudá-l’A; Saussure define a Fala como a parte individual da Linguagem, a parte secundária Desta, que é constituída como ato individual de caráter infinito; a relação de Língua e Fala está no fato de a Fala ser a condição de ocorrência da Língua, todavia, a fim de que a Fala ocorra com eficácia e seja inteligível, é preciso que Ela esteja ligada com uma Língua; por conseguinte, a harmonia entre as duas é a Linguagem que contém signos, que será estudada avidamente pela Lingüística.



Significado VS Significante (Signos Lingüísticos): Essa é uma das dicotomias mais importantes de Saussure, pois é essa que explica que a língua não é a “união do nome a uma coisa”, e sim a “união de um significado e um significante”; porquanto, se se afirma que uma coisa se une a um nome, afirma-se também que são as coisas que constroem a língua bem como a nossa visão do mundo e das coisas as quais há nele; não obstante, para Ferdinand, existem na língua signos os quais há um “conceito” e “uma imagem acústica”, respectivamente, “significado” e “significante”: este é a impressão psíquica da linearidade dos sons da fala, entretanto não é o som em si, pois ele em si não há significado, mas se esses sons existem dentro de uma língua há o significado; aquele é o que se entende no significante, pode ser arbitrário ou relativamente arbitrário. Ou seja, este (o significante) é o suporte para aquele (o significado) e o conceito deixa inteligível a imagem acústica, o mestre quis com esses conceitos mostrar que são os signos que criam nossa visão de mundo, isto é, sem eles não perceberíamos o mundo que há em nosso redor, por conseguinte que há essa importância dessa dicotomia de Saussure.

Diacronia VS Sincronia: Essa dicotomia trata das mudanças da língua através do tempo. A “diacronia” era, até então, o método usado para analisar as mudanças da língua de modo comparativo, pois os lingüistas da época usavam palavras de várias línguas que fossem parecidas, para que pudessem achar a língua-mãe de todas as línguas, além de analisar desde o princípio da língua até a atualidade; porém, para Saussure, dever-se-ia analisar com a perspectiva da sincronia, pois ver-se-á que nessa a língua é estudada em seu estado atual, não havendo perigo de perder-se a gramática dela, bem como de poder estudá-la de maneira mais estável. Por isso que Ferdinand prioriza a sincronia, porém a diacronia também é importante, além de que um conjunto de sincronias pode formar uma diacronia, já que esse era um dos objetivos de Saussure com essa dicotomia.

Sintagma VS Paradigma: Bem, essa é a última dicotomia de Ferdinand de Saussure e é tão importante quanto às três primeiras. O “sintagma” pode ser comparado à sintaxe, porque é a combinação de palavras, que podem ser associadas, isto é, as palavras podem ser comparadas ao “paradigma”. Por exemplo: re-ler; o menin-o; fal-á-va-mos. Percebe-se que, os exemplos, pode-se repará-los, cada parte corresponde às associações paradigmáticas, porque pode-se dizer: re-ver; a menin-a; fal-a-va-s. Nota-se que, quando se junta as partes paradigmáticas, ocorre o sintagma, como: reler; rever; o menino; a menina; falávamos; falavas. É importante ressaltar que os sintagmas e os paradigmas seguem a regra da língua para que essa relação associativa-combinativa ocorra, além de explicar como se pode associar e combinar os signos da língua na fala, isso, contudo, não seja explicado por estender muito o assunto – aliás, isso foi feito nas ter anteriores também.




Conclusão

Bom, lendo o livro de Saussure eu consegui olhar e enxergar de maneira muito mais aprofundada os ensinamentos de Saussure do que quando o fazia apenas na sala de aula nas aulas de Lingüística Aplicada da professora Célia; com isso percebi mais ainda que a vida acadêmica de um aluno realmente dedicado vai além da sala de aula, tanto me lembro do que a minha professora de Gramática Aplicada da Língua Inglesa e coordenadora do Curso de Letras fala(va) isso na sala de aula – e que, não por acaso, esta(rá) lendo isto agora.

Outra coisa, a qual não poderia deixar de notar, é que eu li por prazer e por livre e espontânea vontade, isto é, não li por obrigação, por que alguém me mandou, ou até mesmo somente pelas horas de atividades complementares, ou seja, ler pelo prazer valoriza o caráter da leitura e, creio que, de quem lê, tanto que tenho lido muitos livros pelo prazer e porque pretendo ser monitor de Lingüística no primeiro semestre do Ano seguinte, aliás, eu me sinto responsável por isso, se for para eu ser monitor eu serei um bom monitor, e, se não for um ato hiperbólico de minha parte, mais ainda, um boníssimo monitor capaz de instruir o aluno ao conhecimento, ajudá-lo a compreender o tema da disciplina, descrevendo-o, explicando-o, discutindo-o com o aluno.

Bem, enfim, finalizo por aqui a minha conclusão e todo esse texto que escrevi visando a um bom artigo de que eu conseguira aprender lendo Saussure; espero que a leitura do texto não fora enfadonha, pois acabei me excedendo no que iria escrever – estava com muita ansiedade enquanto escrevia –, tomara que isso não tornou este texto ruim, pois a minha intenção era de ser um texto bom, bem, de qualquer espero que meus impulsos introspectivos e subjetivos não tiraram a certa objetividade que havia no texto, enfim, espero a compaixão de quem ler este livro. E, finalmente, por conseguinte, concluo minha conclusão.



                                                             (Bruno Fagundes Valine)
Poeta Lendário
Enviado por Poeta Lendário em 26/06/2008
Reeditado em 27/08/2011
Código do texto: T1051897
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Sobre o autor
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