O VERMELHO E O NEGRO


STENDHAL
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)


pseudônimo de Marie Henri Beyle (1783–1842), célebre escritor francês que influenciou o desenvolvimento da novela moderna com seus romances psicologicamente penetrantes, tais como O VERMELHO E O NEGRO (Le Rouge et le Noir).

O Vermelho e o Negro, publicada em 1830, faz, juntamente com A Cartuxa de Parma, a obra-prima de Stendhal.

O núcleo do livro é uma crítica mordaz e direta à sociedade francesa do período da Restauração, particularmente aos parisienses, os quais julga viverem um amor afetado e orgulhoso.

O personagem principal do livro é um aspirante a padre chamado Julien Sorel, nascido numa cidade inventada pelo autor chamada Verrières, na obra, situada no interior da França, próxima de Besançon. Muito oprimido pelo seu pai marceneiro e irmãos, consegue sair de casa através de um convite tentador do Senhor de Rênal, então prefeito da cidade, para ser preceptor de seus dois filhos.

O herói da história, Sorel, estudou durante toda sua infância e adolescência com um cirurgião-mor da cidade e, após a morte deste, com um cura, os quais, principalmente o último, lhe ensinaram latim e principiou seu estudo das Escrituras, pouco mais tarde, já sabia latim e tinha decorado todo o Novo Testamento.

Na sua nova casa, a do prefeito, fica obcecado pela idéia de conquistar a Senhora de Rênal, esposa do prefeito, e inventa verdadeiras estratégias para conquistá-la (note que, como em toda obra de Stendhal, ele próprio criava estratégias para tentar conquistar outras mulheres).

Por fim, este romance se torna um escândalo. Julien parte para Paris e recomeça o segundo ciclo do nosso herói. Ele volta a se apaixonar, agora por Mathilde, se engaja como secretário de um Marquês, pai de Mathilde, que se torna o mecenas de Julien.

Nesta parte o livro faz incontáveis paralelos entre o interior e a capital francesa, respectivamente, Paris e Vérrièrs. Bem como das distinções entre o amor vivido lá e no interior. Também compara com o amor do período pré-napoleônico.

O livro tem um triste fim, baseado na realidade, da condenação a morte para Sorel. Stendhal, presenciou um escândalo nestes mesmos termos na Itália, que foi justamente a inspiração para o livro.

Até mesmo o nome da obra é motivo para controvérsias. Se discute muito ao que Stendhal se referia com o "vermelho" e o "negro", muitos atribuem o negro a cor da batina do herói e o vermelho ao sangue lavado, mas, lendo a obra, realmente a outros exemplos que também podem ser citadas como a razão-mor para o nome. Assim, o negro representaria a morte e o vermelho, a paixão; ainda, a escolha entre as duas cores da roleta, representando o Destino (ou Fortuna): ganha ou perde.

Num artigo não publicado sob um psedônimo, Stendhal comenta sobre um livro e declara, ele mesmo como "um livro que pela primeira vez até agora teve a ousadia de tratar dos sentimentos franceses" e também "o único livro que tem duas heroinas, Senhora de Rênal e Mathilde".

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O VERMELHO E O NEGRO - (resumo estendido)

M. de Rênal, o prefeito da cidadezinha provinciana de Verrières, contrata JULIEN SOREL para ser o tutor de seus filhos. JULIEN é apenas o filho de um carpinteiro mas sonha seguir os passos de seu herói, Napoleão.

Todavia, nesta época, os homens ganham o poder é na igreja (o negro), e não mais no exército (o vermelho).

Mesmo que esteja treinando para sacerdote, JULIEN decide seduzir a mulher do prefeito, Mme. de Rênal, porque pensa ser o seu dever. Eles se tornam amantes, porém, M. Valenod, o adversário político do prefeito, descobre o caso e começa a espalhar rumores.

M. de Rênal sente-se profundamente embaraçado, mas sua mulher o convence que os rumores são falsos. M. Chélan, o padre da cidade e mentor de JULIEN, o envia ao seminário de Besançon para evitar quaisquer escândalos posteriores.

O diretor do seminário, M. Pirard, gosta de JULIEN e o encoraja a se tornar um grande sacerdote. JULIEN se dá bem no seminário mas somente porque quer fazer fortuna e obter êxito na sociedade francesa. Os outros padres do seminário não percebem a hipocrisia de JULIEN, mas sentem ciúme de sua inteligência. M. Pirard está desgostoso com a política da Igreja e renuncia.

O seu benfeitor aristocrático, o Marquês de la Mole, quer que Pirard seja o seu secretário pessoal em Paris, mas M. Pirard diz-lhe que contrate JULIEN em seu lugar.

JULIEN sente-se repelido e interessado pela sociedade parisiense simultaneamente. Ele tenta se ajustar entre os nobres mas estes o tratam como inferior socialmente. Porém, a filha do Marquês, Mathilde, apaixona-se por JULIEN e eles se tornam amantes. Quando Mathilde engravida e conta a o Marquês acerca do seu caso, este fica furioso, mas logo enobrece JULIEN para que Mathilde o possa desposar. JULIEN, finalmente, tem o título aristocrático que sempre quisera para assegurar seu futuro.

Mas, Mme. de Rênal, sentindo-se culpada por essa aliança ímpia, manda ao Marquês uma carta denunciando JULIEN como mulherengo interessado apenas em fazer sua própria fortuna. Então, o Marquês se recusa a deixar sua filha casar com JULIEN, o qual retorna a Verrières, furioso, onde tenta matar Mme. De Rênal; é preso, sentenciado à morte, e morre dando-se conta que seu amor era de Rênal. Esta, logo após a morte de JULIEN na guilhotina, morre com o coração partido.

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fontes de consulta:

http://www.sparknotes.com/lit/redblack/summary.html
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Red_and_the_Black 
http://us.penguingroup.com/static/rguides/us/red_and_black.html 
http://www.hollywood.com/movies/detail/id/180937