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ASSIM FALAVA ZARATUSTRA - RESENHA

Este livro é daquele tipo de livro em que todos os seres humanos deveriam ser obrigados a ler pelo menos uma vez na vida. E não é só ler por ler, é ler para entender e alcançar o espírito Nietzschiano que está impresso em cada uma de suas páginas. É com profundo prazer que eu falo desta obra.

A morte de Deus - "Deus está morto e como nos consolaremos entre nós os assassinos? Quem limpará este sangue das nossas mãos?" Este é um trecho deste livro que abre um leque de interpretações. Por que ao invés de Nietzsche dizer que Deus nunca existiu, ele disse que Deus morreu? Se fosse sua intenção propagar apenas o ateísmo no mundo, ele diria que a ideia de Deus, sempre foi uma bobagem e que Deus, de fato, nunca existiu. Mas, ele disse  que Deus morreu! E o que ele quis dizer com isto? Certamente, Nietzsche falava dos costumes e valores morais e éticos impostos pelas religiões predominantes que agora se deparava com os novos valores, "os valores do futuro" segundo a concepção, não somente dos eruditos, mas das pessoas da época, que se apegavam à Ideia de que no futuro tudo seria melhor. Era a liberdade humana devorando o dogmatismo religioso, ou pelo menos era o que ele esperava, já que nos dias de hoje, as pessoas estão cada vez mais reféns das ilusões religiosas e muito mais inimigas do pensamento livre.

O Super Homem - Não era aquele personagem estrelado por Clark Kent que usava cueca sobre as calças e uma capa vermelha sobre uma camiseta azul e voava como um pássaro, o Super Homem é o homem que está além dos valores pré-concebidos, dos pré-conceitos e dos pré-juízos desferidos por uma sociedade de idiotas. Ele é o homem que se supera, que pensa por si só e que é capaz de decidir seu próprio destino sem a necessidade de se perder na vacuidade existencial do rebanho. O super homem é super porque compreende a necessidade de se alcançar a plenitude sem se banhar num oceano de contradições e vãs filosofias. O super homem não é falacioso, muito menos falastrão. O super homem é simplesmente livre e isto independe de sua raça, cultura ou mesmo posição social.

Estas são duas pequenas e grandes resenhas extraídas deste livro, que é de fato um livro sensacional e cheio de revelações. Apenas os poucos sensíveis são capazes de interpretar Zaratustra - que diga-se de passagem não encontrava quem pudesse ouvi-lo, já que havia um cabresto dogmático e preconceituoso nas pessoas, como se vê ainda nos dias de hoje.

Assim Falava Zaratustra, é um livro que fala de busca. Uma busca incessante pelo mais simples gesto do ser humano; Ouvir o que o outro tem a dizer. E não somente ouvir, mas, abrir a consciência para o fato de que verdades estão sendo descortinadas o tempo todo e que não há uma única verdade, senão a que devemos sempre aceitar analiticamente todas as verdades que se apresenta ao nosso entendimento.

O isolamento pode ser ruim quando involuntário, mas foi o isolamento que propiciou à Zaratustra enxergar toda engenhoca sistêmica que leva o homem à carregar em si um selo de inautenticidade. É como diz a minha mãe: Antes só do que mal acompanhado.

E garanto que a companhia de Assim Falava Zaratustra é uma excelente companhia. Recomendo.
   
Clayton Paulo
Enviado por Clayton Paulo em 22/10/2013
Reeditado em 23/10/2013
Código do texto: T4537539
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Clayton Paulo
Itabira - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
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