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A CINDERELA

No meu tempo, embora sempre tenha gostado de ler, não tive a oportunidade nem curiosidade de envolver-me com o livro infantil chamado A Cinderela.

Parece estranho! Calma. Irei explicar a resenha do livro A Ciderela, mas tenho que ser coerente com meus valores, quais sejam, quem leu esse livro foi minha filha - Maria Eduarda Rodrigues - com seus oito anos de vida, foi capaz de resumir a obra literária e relatar-me valores que, nós, pessoas grandes, muita vez, estamos nos esquecendo.

Pois bem, não irei abstrair sobre o livro em si, mas sim, sobre o que foi relatado, porém de forma mais direta. Está presente nessa obra literária aspectos negativos como a inveja, a cobiça o orgulho, em contrapartida, também há elencados outros valores nobres como a humildade, sinceridade e a crença nos sonhos, por mais que sejam distantes de nossa realidade.

Ora, Cinderela não foi ao encontro do valor econômico. Não! Acreditava que poderia encontrar um grande amor. Daí sim, podemos fazer a ponte tênue que ligará uma aparentemente "simples" obra infantil com os dias atuais. Quantas e quantas pessoas vão ao encontro de seus mais mesquinhos interesses, quando da busca por um amor? E as pessoas que se vendem por migalhas para se sujarem no mar de lama da corrupção? Ainda, quantas pessoas dissimulam sentimentos que não tem e nunca tiveram para serem tidas como "sociais"? Não é intuito julgar, mas sim, analisar a obra literária Cinderela, porém, com entrelaçamentos sutis com nossa realidade.

O engraçado de tudo, como bem dito por minha filha é que a Cinderela não estava buscando conforto, riqueza, enfim, não queria ter luxos e mais luxos. Estava querendo um amor. Simplesmente um amor. Ora, quantas vezes vimos e ainda temos possibilidades de vislumbrar tantos casais que tiveram o mesmo intuito de Cinderela. Quantas pessoas tiveram não somente o pé para encaixar no sapatinho perdido, mas também o coração e o espirito de criança quando se devotaram a um grande amor? Não será esta a receita infalível do amor - contida numa obra literária infantil - Cinderela...

O problema não está nos contrapesos, nos prós e contras, não! A linha condutora da obra literária deixa latente, melhor, explicito, de que não é compensador a dor de enganar a si próprio. Quantas moças lindas quiseram ter o perfeito pé que se encaixasse naquele sapatinho? Muitas! No entanto, também sonhavam com os encantos e maravilhas que era morar no castelo, nem sequer direcionava o príncipe. Este era como dito por Maquiável: Os fins justificam os meios.

Mas o caminho do bem é bem demonstrado em Cinderela de que vale a pena ser humilde e acreditar em nossos sonhos, sempre trilhando o caminho com paciência, perseverança, sinceridade e, jamais deixando de lado esses nobres valores. Um dia encontraremos o sapatinho que caberá os nossos mais íntimos sonhos! "Quando se sonha só é simplesmente um sonho, mas sonhar a dois é realidade."  Então sonhemos juntos de que somos capazes de mudar esse nosso tão querido Brasil! Demonstrando para todos, principalmente, os políticos de que vale a pena ser honesto!

Por acaso alguém encontrou um sapatinho número 42? Ele é meu!!!

Clovis Rodrigues Filho
Enviado por Clovis Rodrigues Filho em 28/09/2007
Código do texto: T672704

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Sobre o autor
Clovis Rodrigues Filho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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