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'Boituva - A Águia da Castelo' de João de Castilho


          Embora nascido em Pirajú, estado de São Paulo, João de Castilho decidiu escrever sua obra sobre o histórico de Boituva devidos a simpatia e cordialidade que os habitantes sempre lhe dispensaram. Sua primeira visita a Boituva foi em 1980, quando fora muito bem recebido, tratamento que permanece.
          Castilho fixou-se primeiramente na cidade em chácara e posteriormente em residência. Pôde perceber o quanto a cidade progrediu, atraindo novas indústrias, comércio e moradores, por encontrarem na cidade bom clima, estrutura de lazer, serviços e atrações turísticas.
          A área que compreende o Município de Boituva pertencia em sua maior parte aos Municípios de Sorocaba e Porto Feliz. No início, Boituva era um bairro rural onde residiam muitos habitantes desde 1815. Com o progresso, houve concentração de moradores próximos à estação de Sorocabana, formando a Vila de Boituva.
          Em 1906 a vila recebeu o título de Distrito de Paz e em 06 de setembro de 1937, Boituva tornava-se município e em 48 foi constituída a primeira Câmara dos Vereadores.
          Com relação à economia, Boituva viveu ciclos de evolução. No século 19 teve seu progresso baseado na cana, principalmente nos bairro de Sítio Grande, Tijuco Preto e Pinhal, pertencentes a Porto Feliz, utilizando-se inclusive, mão de obra escrava. Nessa época, poucas famílias que trabalhavam a terra eram proprietárias e as que foram se tornando donas de terra, possuíam títulos muito precários, gerando diversos conflitos de propriedade, como a famosa demanda jurídica entre as famílias Pires e Natel.
          Os bairros Caçapava, Sítio Grande, Corumbá e parte do Pinhal viviam economicamente mais voltados para Sorocaba.
          Os índios, primeiros moradores, não tinham influência na economia regional. Os poucos Guaianazes que ficaram, foram úteis nas monções e outros fugiram do homem branco que pretendia escravizá-los.
          Com a chegada da Sorocabana tudo se transformou: as terras se valorizaram, atraindo novos moradores, ocorrendo também o desenvolvimento da pecuária. Os alambiques produziam aguardente, açúcar, rapaduras e havia também a produção de derivados de grão como o fubá e farinhas.
          Na década de 20 a alfafa era produto atraente e o abacaxi dominou as áreas agrícolas. No bairro Pinhal a família Rosa ia se firmando como marca respeitável na região, a caninha Rosa, como marca e produtos envelhecidos, assim como a Três Coronéis.
          Nas décadas de 20 e 30 o café passou a ser plantado principalmente por imigrantes italianos. No entanto, a quebra da bolsa de Nova York desestimulou o seu plantio.
          Em 1930 surgiu o Banco Boituva, em sistema de cooperativa solucionando o problema de crédito de muitos. No entanto, na década de 40 o banco teve suas atividades encerradas.
          Em 1940 Pereira Inácio levanta Boituva com a instalação da Tecelagem São João, que tinha mais de 300 operários, número significativo para uma cidade que possuía pouco mais de 2.000 habitantes na zona urbana.
          A cidade teve uma fase muito progressista com a vinda da Rodovia Castelo Branco para cá, pois despertou interesse em muitas indústrias que vieram se estabelecer na cidade, dentre elas, destacam-se a Descaroçadora de Algodão em 1902, Fábrica de Tecidos Votorantim, ACE e TAUNUS com a vinda da Castelo Branco e a Cervejaria Crystal.
          A economia de Boituva tem crescido muito devido à atração que tem despertado em pessoas que buscam uma casa de campo e aumentando inclusive, o número de residentes fixos.
          Em seu pólo econômico, em grande destaque encontra-se o turismo. Boituva já é hoje conhecida como a capital do pára-quedismo e segundo João Castilho, “A Águia da Castelo”, nome escolhido para esta Obra.
          O Centro de Para Quedismo foi fundado em 1917 e recentemente teve sua área de pouso ampliada e melhoria nas instalações, como o Sky Dive Boituva. O Centro, além de ter pessoal específico para a dobragem dos paraquedas, tem 9 escolas oficiais de instrução.
          No Centro de Para Quedismo de Boituva foi registrado o recorde brasileiro de salto em 97, quando 40 pára-quedistas saltaram de uma altura de 4.000 metros e formaram um trevo no ar.
          A média de saltos nos fins de semana é de 400 saltos, graças à sua infra-estrutura, que é considerada a melhor da América Latina e são realizadas no Centro várias competições regionais, estaduais, nacionais e o Campeonato Mundial de 2004 foi ali realizado.
          Há também na cidade toda uma estrutura voltada ao turismo, como pousadas, hotéis fazenda, haras, acampamentos que recebem crianças, adolescentes e jovens de todas as partes do país no período de férias, como o Acampamento Radical.
          Outro local muito apreciado é a pousada Serra de Ouro, que oferece instruções sobre trabalhos em madeira, pesca, passeios de trator, cavalos, trilhas na mata, ordenha de vacas e fabricação de queijo, iogurte, pães.
          A Chácara Samambaia, além de criação de aves ornamentais, tem excelente sede, onde são realizados vários eventos sociais, como bailes, formaturas, casamentos.
          Aqui estão apenas alguns fatos da história de Boituva. A Obra de Castilho abrange detalhes sobre a cidade entre os anos de 1766 e 2006. Há reprodução de documentos, fotos, fatos peculiares, narrativas sobre as famílias mais conhecidas de Boituva, sua administração e governantes, vida cultural, esportiva e artística, além de dados oficias que contém informações sobre a cidade como um todo.
          “Boituva – A Águia da Castelo” é um verdadeiro patrimônio informativo e grande acervo de pesquisa sobre a cidade. Um livro e uma cidade que merecem ser explorados a fundo. (Douglas Lara)
Douglas Lara
Enviado por Douglas Lara em 07/10/2007
Código do texto: T684086
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Sobre o autor
Douglas Lara
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 79 anos
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