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NO ÚLTIMO SOPRO

A primavera passa o rio, e agora
onde é que anda o meu João de outrora,
que de alpercatas não transpõe o rio,
largo e profundo, feito em desfio?

A primavera ainda hoje mora
do lado oposto, dês que foi embora,
então menina-moça. O tempo viu
quando ela ergueu as mãos e o chão floriu!...

Triste eu contei as horas, hora a hora...
Desde a primeira até última aurora,
a vida andou correndo e envelheci.

No último sopro e derradeiro instante,
ainda contemplarei - o olhar brilhante,
a antiga primavera que flori...

Salvador, 12.06.97

 
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 23/01/2006
Reeditado em 04/03/2006
Código do texto: T102880

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19605 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano