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O TEMPO

Vem o tempo e faz banca em minha porta,
eu saio ele perscruta, eu entro, espreita.
Comigo se levanta, e senta, e deita.
enquanto durmo as faces me recorta.

Leva os cabelos ou de branco enfeita,
as pernas endurece, a espinha entorta.
Encurta o ouvido e a vista, não lhe importa
que indo na rua eu sofra uma desfeita.

Dono de tudo é tempo, a tudo vence,
tudo gasta e destrui do que se pense,
no seu poder total de eternidade.

Só uma coisa conheço com vitória
sobre a erosão do tempo - essa é a História,
que se constrói acumulando a idade.

(Do livro Sonetos de Amor e Passatempo)
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 25/01/2006
Reeditado em 04/03/2006
Código do texto: T103636

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19606 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 10:25)
João Justiniano