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A NUDEZ DE TERESA

Tendo concorrido com o poema da página anterior, à Expoesia da CAPORI, Porto Alegre, em 1993, quando me foi remetido o quadro-ilustração - belíssimo trabalho artístico de Vera Escobar, trazia o seguinte bilhete:
"Conforme combinamos, aqui vai a Teresa, nuinha, nuinha, da Portinho para a tua parede na Bahia. Linda, não? Ivanise".
Eu respondi com este PS. "Ivanise, desde sábado, ao receber tua correspondência, enquanto respondia à carta prendeu-se-me este soneto na mente. Saiu hoje de manhãzinha.
Salvador, 02 de agosto de 1993. João"


Nuinha como Deus a pôs no mundo,
vem Teresa chegando, agora, adulta!
Sua nudez espanta, agride, insulta
a minha solidão de monge, a fundo.

Da tela na parede, cresce o vulto,
para cair, sorrindo, em minha cama...
O sentido se expande e o corpo inflama;
como um vulcão em larvas tremo e exulto!

Beijo-lhe e mordo o ventre; no mais fundo
da pureza da carne, eu a fecundo,
suspira extasiada, diz que me ama...

Torna à parede após, foge, se oculta,
meu sonho voa, acordo, e então resulta,
que me encontro sozinho em minha cama...

João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 02/02/2006
Reeditado em 04/03/2006
Código do texto: T107211

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
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13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano