Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Similitude

Quando insanos da selva arrebataram
o teu canto mavioso, oh, passarinho,
eu fui ver-te em inquieto torvelinho
na vil gaiola à qual te aprisionaram.

E na varanda onde eles te deixaram
para ficares sempre assim sozinho,
já sentindo saudade do teu ninho,
desesperados teus olhos choraram...

Cantaste o mesmo fel da minha vida,
padecendo os pesares e o desprezo
da existência que fora apetecida.

Somos dois iguais nesse atro penar:
tu, porque tens asas e estás bem preso,
eu, sem o amor que erguia-me a voar...
Reginaldo Costa de Albuquerque
Enviado por Reginaldo Costa de Albuquerque em 19/02/2006
Reeditado em 04/04/2010
Código do texto: T113916
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Reginaldo Costa de Albuquerque
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 53 anos
114 textos (11133 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 12:48)
Reginaldo Costa de Albuquerque