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SONETO DE UM AMOR CIBERNÉTICO

Ele era, sem dúvida, um robô famoso
Seu nome já tinha se tornado uma lenda
Tinha cheiro de peça nova e um tom bem oleoso
Seus filmes de ficção eram recordes de venda

Ela, ao contrário, uma simples e pobre roboa
Trabalhava numa fábrica, montando móveis
Era frágil, sensível, e quebrava à-toa
Sonhava trabalhar na Peugeot (*) soldando automóveis

Encontraram-se, um dia, numa manutenção
No primeiro olhar, a suprema emoção
Seus programas logo se identificaram

Deu-se então, um longo e ardente beijo
E num mecânico e cibernético desejo
Ambos para sempre conectaram.


Notas do Autor:

a) (*) Peugeot é marca registrada e patenteada
b) Porque o autor usou Peugeot no texto ?
   Resposta: porque é meu cliente e eu quero agradá-los
             para ver se consigo mais um pedido


Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 09/03/2006
Código do texto: T121056

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
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Dionisio Teles