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Ao açoite do vento

Vento vai... vento vem... sou escravo do vento,
ansioso que sou pr’encontrar meu amor.
Corro solto e veloz, onde esteja, onde for,
à procura de quem me emprestou sentimento

e magia na escrita e no amor ao relento,
onde o céu guarda o sol quando vem o alvor.
Dia e noite eu procuro o meu bem com fervor
esperando que volte na barra do vento.

E no meu procurar eu me entrego ao prazer
de escrever um soneto, uma trova ou sextina
e me deixo embalar no melhor pensamento.

Eu quisera esse vento me faça viver
uma vida de amor, com carícia tão fina,
ou me deixe que morra ao açoite do vento!
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 20/04/2005
Código do texto: T12241
Classificação de conteúdo: seguro

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Ao açoite do vento - Paulo Camelo
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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260195 leituras)
36 áudios (10732 audições)
6 e-livros (1679 leituras)
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Paulo Camelo

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