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Pomba ferida

Como as pombas nas tardes de verão,
Chorando suas mágoas nos beirais,
Tenho no peito um brando coração
Que chora triste languescidos ais!

As pombas, uma a uma, logo vão,
Calmas, pousar no arminho dos pombais
Enquanto a noite desce da amplidão
E cobre tudo em trevas infernais!

Eu continuo na vigília triste
Enquanto a muda escuridão assiste
A minha noite amarga, original!

As pombas têm descanso merecido
E eu, por castigo, apenas tenho sido
Uma pomba ferida e sem pombal!
Lucan
Enviado por Lucan em 15/03/2006
Código do texto: T123722
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86939 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 18:41)
Lucan