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Figurações

 
Velhos sonetos que me vêm de um anjo,
e não reputo meus. Sou o instrumento
de incontido e abortivo pensamento
que apenas solto ao mundo, ao mundo esbanjo.

Ó invisíveis razões do meu arcanjo,
que me utiliza o sonho e o sentimento,
para abrir as vazões a um elemento
que o soneto me impõe em velho arranjo...

É uma perseguição de noite e dia
que move ao meu espírito a Poesia
nessa exigência de figurações!

E não sei se bendigo ao anjo insônia,
que se confunde em mim sem cerimônia,
para o registro das contemplações.

João Justiniano da Fonseca
www.joaojustiniano.net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 17/03/2006
Código do texto: T124392

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19601 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano