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Sem pão, sem harmonia...


Hoje, por mais que tente, a minha lira
recusa-me um acorde de harmonia...
Apenas arfa, como quem suspira,
ou uiva, como aflita ventania...

Perplexo, me interrogo num porquê.
Olhando, em derredor, o desalinho,
olhando, mas com olhos de quem vê,
descubro que me quer noutro caminho.

Crianças órfãs medram pelas ruas...
Nas mesas não há pão nem esperança...
As árvores sem ninhos, tremem nuas...
Por entre a treva, a dor irada avança...

Bem-hajas, lira, a quem eu devo tanto!
Que seja, agora, a luta e não o canto!




21 de Março de 2006
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 22/03/2006
Código do texto: T126995
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
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José Augusto de Carvalho