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CORPO FECHADO


As pedras que me lança a ira inimiga,
nem uma só de todas me atinge.
A sombra protetora de uma esfinge
fecha-me o corpo à pedra, à ofensa, à intriga.

Ergo a cabeça. Falta quem me diga
que me salpica a lama ou que me atinge
a imundície que espele da faringe
o bacorim, rosnando na pocilga.

Ladram os cães e eu passo. Ainda agorinha,
não arredei aos uivos de um pupu
que latindo exibia a alma de exu.

A inveja não me atrasa - vil, mesquinha!
Antes, meus inimigos, como potros,
nela escoiceiam, roem-se uns aos outros.

João Justiniano da Fonseca
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 06/04/2006
Código do texto: T134922

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19606 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 10:30)
João Justiniano