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EXTREMOS

A mocidade é como a luz, brilha e clareia;
Como a fogueira em chamas que crepita e arde;
A mocidade é como o sol, luz e incendeia;
É grito, é alvoroço, é movimento, é alarde.

Mas a velhice, não, é como um fim de tarde,
Presa fácil da noite que a enreda e enteia,
E que, sem pena a traga, a escuridão covarde.
Ah! Se ao menos tivesse a luz da lua cheia!

Uma folha caindo murcha e ressecada
É a esperança do velho, exânime, cansada,
Ao sopro extenuado e exangue de seu sonho.

É seiva a vida, é flor o sonho – esse colosso –
E o fruto sazonado é a esperança do moço;
Aos pés da juventude eu me prostro e me ponho.


Raymundo de Salles Brasil
Enviado por Raymundo de Salles Brasil em 08/04/2006
Reeditado em 06/05/2006
Código do texto: T135679
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Sobre o autor
Raymundo de Salles Brasil
Salvador - Bahia - Brasil, 83 anos
237 textos (6820 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 17:41)
Raymundo de Salles Brasil