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Coragem

Não me basto, assim diria o poeta.
Não me entendo, como digo agora mesmo,
Não me iludo, estou no mar perdido a esmo,
Mas não me movo, nesta vida tão incerta.

Levo a ferro, cada erro que cometo,
Lavo a seco, cada lágrima que forma,
Lava quente, uma angústia que transforma,
Leve e árduo esse triste meu soneto.

Se há vida nesta vida miserável,
E é comprida esta estrada sem miragens,
E se é vivida cada dor que tenho agora:

Há em mim uma sede insaciável
Perceber nessa estrada as paisagens
Aprender com cada dor que me apavora.
Lupo
Enviado por Lupo em 09/04/2006
Código do texto: T136269
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Sobre o autor
Lupo
Ilha Comprida - São Paulo - Brasil, 41 anos
44 textos (1391 leituras)
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