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Neste chão


Não canto, porque não quero,

nem filhos de algo, nem clero.

 

Poeta, filho do vento,

invento os meus pergaminhos!

Que fiquem, por testamento,

ao pó de incertos caminhos!

 

Poeta sou, panteísta!

Acima de mim permito

apenas quem, alquimista,

poemas faz de infinito.

 

Poeta sou, neste chão!

E canto como quem lavra

uma promessa de pão

suado em cada palavra...

 

 

José-Augusto de Carvalho
17 de Abril de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 20/04/2006
Código do texto: T142287
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Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
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José Augusto de Carvalho