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OCASO NO MAR

       
Desce o ocaso no mar! O sol, vermelho raio,
risca no espelho verde em sangue e luz tremente,
como se recortasse as réstias do ocidente
para entrançar de fogo um recurvo balaio!

Num bando brincalhão e alegre - cai! - Não caio! -,
as gaivotas voando. O coração da gente
como que canta e chora àquele som plangente,
vai pelo espaço azul em cismas e desmaio.

Agora morre o sol. Quando nos foge à vista,
vêem os raios subindo em roxo de ametista,
pintam, retocam, põem a luz em policromo.

E eis a noite chegando. Há silêncio no espaço,
há um palpitar de medo, um listão de embaraço,
cai afinal a treva e eu mal enxergo como...

                                     02.04.93
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano,net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 22/04/2006
Código do texto: T143270

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19605 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano