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A FLOR E O ESPINHO

® Lílian Maial & Nathan de Castro


Não sei o olhar da flor sem ver o espinho,
Que fere, ao mesmo tempo em que me encanta;
Seduz minh'alma, canta e se alevanta,
Perfuma e deixa sangue no caminho.

Não sei o olfato, e a estrela que adivinho
Reluz, feito pepita, e então me espanta,
Mas quando a noite é pouca e tanta e tanta,
Me deixa essa fragrância sem carinho.

Canção de sóis, de luz, de pão e vinho,
Teu corpo é ceia farta em terra santa,
Qual templo, onde venero a deusa infanta.

E a flor que desabrocha é onde me aninho,
Mas vem este soneto tão daninho,
E amarra um nó, em rimas, na garganta.


***********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 15/05/2006
Reeditado em 15/05/2006
Código do texto: T156646

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Sobre a autora
Lílian Maial
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Lílian Maial

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