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NOITES MANSAS


Matildes não é boa companhia;
não oferece agrado nem aceita.
Às quatro da manhã, quando se deita,
semelha um bacorim que ronca e chia.

Neurótica se exalta, grita e pia
apopléctica,  hirta, contrafeita.
Meus estratos bancários busca, espreita,
derrete-se em cobiça e os avalia.
 
Irritada porque cedo desperto,
diz que a acordo fazendo burburinho
e põe-se a resmungar a céu aberto.

Porém, nas noites mansas, de mansinho,
a mim me toma por um poldro esperto,
monta e cavalga com o maior carinho.

                            11-02.01
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.bet
 
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 19/05/2006
Código do texto: T159143

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19603 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano