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Minha Maldição

Caem as máscaras no chão
O murmúrio choroso dessa água
Desfalece como as pétalas dum botão
Revelando a cinza, o pó, o nada

Sou a nuvem negra que perdura
No céu puro, na eterna vastidão
Sou a pedra fria da sepultura
Que encerra com a dor, a união

Sou a estátua enganosa, a maldição
Quem me toca tem o coração queimado
Pela ira, pela mágoa - a viração

Sou novinha, tenho o peito amargurado
Pelos males que causei à multidão
Antes fosse, só um corpo estirado



Josiane Lima
Enviado por Josiane Lima em 02/06/2006
Código do texto: T168044
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Sobre a autora
Josiane Lima
Espanha, 31 anos
52 textos (2145 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 01:06)
Josiane Lima