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O CRIME DA "MAE PRETA"

“Mãe Preta” soluçava na senzala
Um soluço baixinho, proibido.
Lá fora a noite fria cor de opala
Velava o seu filhinho tão querido.

(...) entra o vil capataz e logo fala:
—Mãe Preta, tenho o braço em dor transido
Ao manejar o látego que estala
Nas costas de seu filho intrometido,

Traz um remédio, vem curar meu braço.
E os olhos de “Mãe Preta”, já sem brilho
De ódio faíscam, diante tanta dor.

Há um silêncio amargo! Um embaraço!
E “Mãe Preta”, por seu querido filho,
Co’as próprias mãos enforca o matador.
Lucan
Enviado por Lucan em 06/06/2006
Código do texto: T170468
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86939 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 19:53)
Lucan