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As Margaridas

Quando cheguei naquele ocaso vago
e já te foras sem dizer adeus,
não foi a vida que me fez amargo
nem a tristeza do que se perdeu.

Não doeu tanto descobrir tapera
aquele rancho que sonhei pra nós
nem retornar, após a longa espera,
e abrir a porta sem ouvir-te a voz.

Não doeu tanto a solidão do mate
nem o silêncio em volta do fogão
nem o perfume que ficou no catre.

A dor maior das dores que senti
foi ver morrerem sem chegar-te as mãos
as margaridas que colhi pra ti.
Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 12/06/2006
Código do texto: T174261

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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