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A Sede


       
A sede é louca pois, na falta d’água,
bebe a saudade que guardou da fonte,
e colhe orvalho pra beber a noite,
e tanto sonha que se afoga em mágoa.

A sede sede seu sabor às uvas
em tardes mansas com aragem fresca
mas chora ausências, quando vem a seca,
vertendo o pranto pra fazer a chuva.

A sede é seda no esplendor da rosa
e se dá toda nas feições mimosas
da moça aflita que a paixão consome...

E, sendo d’água, não aceita logro...
e, sendo seca, se rebela em fogo
e vira fúria nas paixões dos homens.
Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 14/06/2006
Código do texto: T175442

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Vaine Darde