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AS POMBAS


Logo ao raiar da adolescência, a pomba,
voa o caminho incerto do destino.
Condu-la, anjo de Deus, leva-a, divino,
salva-a do temporal e da hecatomba.

Consta que as pombas caem à ventania,
consta que o caçador mata-as, dizima.
Leva-as contigo, minha pobre rima,
livra-as meu estro, da selvajaria.

Voando na força adolescente, suba,
como os sonhos do moço ao infinito,
num rugir de leão que eriça a juba.

Mas, à tardinha, ao seu pombal, tornada,
cumpra o destino que lhe foi predito
a pomba que voou na madrugada.
                              Em 14-08-91
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.net

João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 21/06/2006
Código do texto: T179822

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19602 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano