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Solidão de Espírito *

No ar um dilacerante grito de revolta
Das árvores estraçalhadas e dos rios envenenados
Até a cachoeira secular está morta
A águia, o Mico-Leão-dourado... tudo acabado...

Em nome do progresso fizeram (e fazem) tudo isto:
Um progresso árido... cadê pela Natureza o respeito
O holocausto da fauna e da flora está visto
E voltar atrás já está ficando tarde; quase sem jeito.

Então, pelo amor de Deus, parem as máquinas,
Os machados, enfim, as serras elétricas!
E reflitam sobre estas cenas tétricas...

Sem esses animais, sem essa Natureza...
O homem, pobre e miserável homem,
Também perece numa solidão de espírito, que o consome.



*Poema premiado em 3º lugar no Concurso de Poesia
(Troféu) Jornalista J. Leite Sobrinho - 1990

André Filho
Enviado por André Filho em 26/06/2006
Reeditado em 10/01/2010
Código do texto: T182642

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Sobre o autor
André Filho
Guarabira - Paraíba - Brasil
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André Filho