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Cemitério

Agarro o silêncio entre meus dedos
Só o balançar das folhas mortas pelo chão
Derramo minha angústia – meus segredos
Num anjo gélido com olhar de solidão

E eu que sou a mais triste das flores
A florescer lentamente em teu recanto
A desfalecer a finitude de amores
Que noutro tempo foram luz e acalanto

E eu que nesta vida sigo errante
Me encontro em cada lousa lapidada
Invejo este morto como o amante

Venera o amor de sua amada
A cada passo, um anseio já distante
E eu que neste mundo não sou nada
Josiane Lima
Enviado por Josiane Lima em 30/06/2006
Código do texto: T184986
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Sobre a autora
Josiane Lima
Espanha, 31 anos
52 textos (2145 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 22:23)
Josiane Lima