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O ÉBRIO


Vi, na espelunca onde a bebida entorna,
Enquanto o sol morria, majestoso,
Como um monarca na habitual madorna,
Cobrindo a terra de carinho e gozo...

Vi o ébrio estático, na triste jorna,
No balcão encostado indecoroso!
Ao longe o som do malho na bigorna
E o canto triste do peão saudoso!

No rosto do ébrio, vi correr o pranto
E pareceu-me ver — cordeiro e santo —
Em vez de um ébrio, um infeliz qualquer.

Cheguei mais perto e vi que ele chorava
Tendo nas mãos — no embalo da alma escrava —
Uma foto esmaecida de mulher!!!
Lucan
Enviado por Lucan em 30/06/2006
Código do texto: T185070
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86952 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 12:41)
Lucan