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Relicário


Mar, queria ter a sorte tua,
correr pelos continentes,
ver onde se esconde a lua,
ser livre com as correntes.

Vem, mar, e te agrega na magia
das vagas; sê o primeiro encantado,
transforma esse sal, alquimia
das conchas abrindo um amor perolado.

Mar, tu, por quem suspiraste um dia,
não vês que as ondas não duram?
Rolam, por elas, o amor que chega cansado.

Mar, que só o teu sonho segreda,
no fundo do teu leito tens guardado
o pecado e a virtude, dois relicários de pedra.
Chaplin
Enviado por Chaplin em 30/06/2006
Código do texto: T185332
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Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
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Chaplin